O deputado Zé Inácio usou a tribuna da Assembleia nesta terça-feira (25) para dar destaque a decisão do Tribunal Regional Eleitoral – TRE, que determinou que o processo contra a prefeita de Santa Luzia, França do Macaquinho, retornasse à 1º instância para ser periciado a clandestinidade de um áudio que é atribuído a mesma.
“Digo que o Tribunal fez justiça ao povo de Santa Luzia porque reconheceu a grande maioria, ou melhor, reconheceu a vontade da grande maioria da população que deu em torno de 20 mil votos para a Prefeita França. Além de uma questão de mérito, uma questão jurídica, para garantir o contraditório e a ampla defesa, o Tribunal encaminhou o processo para a reanálise em primeira instância.”, disse Zé Inácio.
Segundo Zé Inácio, que acompanhou, todo o processo eleitoral do ano de 2016, está claro que em nenhum momento a Prefeita França do Macaquinho se utilizou de abuso de poder econômico ou de abuso de poder político.
“Na verdade, esse abuso tanto do poder econômico como do poder político foi usado contra a Prefeita, mas aí se fez justiça reconhecendo o direito sagrado do voto. Eu não tenho dúvida de que a intenção daqueles que têm lutado pelo afastamento da Prefeita é porque sabem que existem dados de pesquisa que apontam que, em 2020, a Prefeita é imbatível, por isso queriam fazer com a Prefeita França como fizeram com o Presidente Lula e tirá-la do processo eleitoral de 2020.”, disse.
O parlamentar também deu destaque a excelente gestão que França vem fazendo no município de Santa Luzia. “Na área de infraestrutura, tem feito grandes ações. Destaco o asfaltamento do povoado Santo Onofre, um dos maiores povoados do município e que vinha reivindicando, há anos, melhoria da infraestrutura. Também destaco grandes ações feitas na área da saúde, como a aquisição do hospital Público do Município, que há mais de 30 anos era alugado. Além dos investimentos na área da educação, por meio do programa Escola Decente, que constrói escolas, principalmente na zona rural e em alguns bairros da cidade com recursos próprios”.
“Homenagear o jornalista Gleen Greenwald com
a Medalha Manuel Beckman é reconhecer as suas grandes contribuições através do
jornalismo investigativo, sempre defendendo o Estado Democrático de Direito.
Além disso, importante destacar o esforço dele no sentido de denunciar inúmeras
ações de espionagem praticadas contra o Brasil, principalmente as que foram
levadas a efeito pelo governo norte-americano, e, com isso, proteger a
soberania nacional e a dignidade do cidadão brasileiro, circunstâncias que o
credenciam a receber a referida Medalha”, disse Zé Inácio.
Com base nisso o deputado enviou na última
quinta-feira (13) à Assembleia Legislativa um projeto de resolução que
concede Medalha do Mérito Legislativo “Manuel Beckman” ao jornalista
Glenn Edward Greenwald.
O jornalista é responsável pelo site Intercept
Brasil e por uma série de matérias, que vem sendo publicadas desde o último
domingo, que tornaram públicas mensagens em que o ex-juiz e hoje ministro da
Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, orienta as ações da operação Lava
Jato ao procurador da República Deltan Dallagnol. A ação
do coordenador da força tarefa em Curitiba que levou à prisão em abril de
2018 o ex-presidente Lula.
Em 2009 Greenwald trouxe a público informações
divulgadas pelo site WikiLeaks que revelam que o governo dos EUA pressionou
autoridades ucranianas para emperrar o desenvolvimento do projeto conjunto
Brasil-Ucrânia de implantação da plataforma de lançamento dos foguetes
Cyclone-4 – de fabricação ucraniana – no Centro de Lançamentos de Alcântara ,
no Maranhão.
E em setembro de 2013 o programa Fantástico,
baseado em documentos fornecidos por Edward Snowden a Greenwald, revelou que a
Agência de Segurança Nacional (NSA) vinha espionando a Petrobrás com
fins de beneficiar os americanos nas transações com o Brasil. Ainda em 2013, em
reportagem com a jornalista Sônia Bridi, Greenwald revelou que além de
grandes empresas como a Petrobrás, a então presidente do
Brasil, Dilma Rousseff, foi espionada pelo governo americano. A partir de
então, as revelações têm provocado reação em todos os países do mundo
e na comunidade de especialistas na segurança da Internet.
O deputado Zé Inácio usou a tribuna da Assembleia esta segunda-feira (10), para dar destaque as conversas entre, o na época juiz Sérgio Moro e o procurador Dallton Dallagnol.
“As conversas tornadas públicas pelo Site The Intercept demostram a condução antiética e criminosa dos principais atores da Operação Laja Jato. O ex-juiz Sérgio Moro e o Ministério Público estabeleceram relação de conluio para perseguir e condenar réus que eram seus alvos políticos, especialmente, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.”, disse.
Segundo Zé Inácio, a troca de inúmeras mensagens comprova que o atual ministro da Justiça assumiu o papel de chefe das investigações, ferindo as normas da Constituição e do Código de Ética da Magistratura.
“O antigo responsável pela 13ª Vara Criminal Federal, de Curitiba, rompeu com as normas do devido processo legal da imparcialidade e da independência do julgador. Moro e os procuradores liderados por Dallton Dallagnol conspiraram para fabricar evidências que driblassem a regra do juízo natural, a presunção de inocência e o amplo direito de defesa. Atuaram abertamente para influir nos resultados das eleições presidenciais de 2018, em uma primeira etapa para condenar o ex-presidente e torná-lo inelegível. Depois para impedir que sua voz fosse ouvida pelos eleitores antes do pleito.”, destacou o parlamentar, a partir da Nota divulgada pelo Comitê Lula Livre.
Ainda, segundo Zé Inácio, estes atuaram como cabos eleitorais de Jair Bolsonaro, que acabou por recompensar Sérgio Mouro com o cargo de Ministro da Justiça. E os diálogos provam que a operação Lava Jato e os julgamentos de Lula são a maior fraude judicial de nossa história.
“O sistema de justiça vem sendo manipulado para servir de arma aos setores mais conservadores de nosso país. O restabelecimento da ordem democrática exige a imediata demissão do ministro da Justiça com a responsabilização criminal e a abertura de processo administrativos contra todos que participaram da conspiração sob seu comando, que também devem ser prontamente afastados das suas funções.
O Parlamento, aqui me refiro a Câmara e ao Senado. O Parlamento não pode se calar. Estão sobre a Mesa todos os motivos para abrir uma comissão de investigação sobre os delitos da operação Lava Jato.
Exigimos das cortes superiores a anulação dos julgamentos que condenaram o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva com sua imediata libertação e o pleno reconhecimento de sua inocência. O combate à corrupção, anseio nacional, não pode servir de bandeira para a ação ilegal antidemocrática, antipatriótica de um grupo que, por esse caminho, pretende tomar de assalto o Estado.”, finalizou dizendo.
O deputado Zé Inácio esteve na
última sexta-feira (07) em Santa Catarina, onde participou do 1° Encontro Nacional
dos Presidentes e Vice-presidentes das Comissões de Educação das Assembleias Legislativas.
O encontro, liderado pela Presidente
da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, Luciane Carminatti (PT/SC),
reuniu parlamentares, educadores, 44 lideranças políticas de 15 partidos diferentes
de 23 estados brasileiros e pessoas interessadas na luta em defesa da educação
brasileira.
“Todos são unânimes em
afirmar que uma boa educação promove o desenvolvimento de uma nação. Todos os
países que priorizaram a educação como estratégia para seu crescimento
econômico e na redução das desigualdades, possui, hoje, riqueza bem distribuída
garantindo o bem estar do seu povo.”, disse Zé Inácio.
Foi discutida a manutenção do
fundo de manutenção e desenvolvimento da educação básica e de valorização dos profissionais
da educação (Fundeb) e o aumento da contribuição da união para viabilizar o
cumprimento das metas previstas no PNE.
“Não existe uma educação de
qualidade sem recursos para execução de suas metas e estratégia, por isso foi
criado no brasil o fundo de manutenção e desenvolvimento da educação básica e
de valorização dos profissionais da educação (Fundeb) em 2006, passando a valer
2007, para aplicação exclusiva na educação básica, que engloba a educação
infantil, o ensino fundamental e o ensino médio”, disse o parlamentar.
Zé Inácio falou dos desafios em
relação à garantia da educação básica com qualidade; desafios na redução das
desigualdades e à valorização das diversidades; desafios sobre à valorização
dos profissionais da educação e aqueles relativos à educação superior.
“Todos esses desafios e
questões referentes a educação são importantes e necessários para debates e
elaboração de propostas que visam superar os desafios da educação de nosso
estado. Por isso, propomos e assumimos o compromisso de promover frentes
parlamentares estaduais entre as assembleias legislativas e as câmaras
municipais, além de promover os pactos pelo Fundeb permanente e implementação
dos planos estaduais e municipais de educação”, disse.
Com base nesse encontro e nos
compromissos firmados o deputado Zé Inácio compromete-se em dar entrada no
projeto de resolução que cria a frente parlamentar em defesa da educação,
“Uma estratégia para que a educação e o debate educacional ganhem
crescente e significativa reverberação junto à sociedade do nosso estado”,
disse.
No encontro foi elaborada uma
carta que será encaminhada ao ministério da educação (MEC), governadores,
senadores, deputados federais e estaduais, tribunais de contas, ministérios
públicos estaduais e outras entidades preocupadas com o setor. A carta de Florianópolis
também será encaminhada ao comitê técnico da educação do instituto Rui Barbosa,
como forma de compartilhar a experiência catarinense do monitoramento conjunto
das metas do PNE.
Aconteceu na tarde de quarta-feira (29), audiência pública que debateu a retirada ou manutenção das disciplinas de Filosofia e Sociologia dos currículos da Educação Básica.
A iniciativa da audiência partiu do deputado Zé Inácio (PT) atendendo sugestão do Fórum Maranhense de Filosofia do Maranhão.M
Manutenção das disciplinas
Os professores Adriano Correia e Edgar Lira Neto proferiram palestra abordando aspectos do debate, em nível nacional, sobre a retirada ou manutenção das ciências humanas (Filosofia e Sociologia) da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e na Educação Básica.
Segundo o presidente da Anpof, os professores e as universidades vêm sofrendo sistemático ataque e difamação por parte do governo Bolsonaro. “Está em curso, no Brasil, um projeto de destruição da educação. E a Filosofia é o principal alvo, porque não interessa a esse governo que está aí o pensamento crítico. Eles sabem que as universidades não são isso que eles dizem. Temos que nos articular e enfrentá-los, no âmbito dos estados, na definição do chão da escola. Eles nos atacam porque nos admiram e nos combatem porque desejam ocupar nosso lugar”, pontuou. Por sua vez, Edgar Lira ressaltou o quanto o texto da BNCC sofreu alterações do governo Temer para cá, desfigurando o que havia sido elaborado como resultado de uma ampla discussão, no governo Dilma. Mesmo assim, segundo ele, ainda há subsídios na BNCC que garantem o estudo da Filosofia na Educação Básica.
“Quando secam os mananciais utópicos se difunde um deserto de trivialidades e perplexidades”. Esta frase do filósofo Habermas mostra a situação atual do Brasil, onde o governo que está aí tenta sufocar não só a universidade, a filosofia e as ciências humanas, mas a ciência de uma forma geral. Se entramos nessa seara, estaremos condenados a sermos apenas consumidores de tecnologias produzidas em outros centros. Por isto esse debate é da maior importância, pois tem a ver com garantir a reflexão dos nossos estudantes sobre a realidade de forma crítica”, afirmou Gastão Clóvis.
A professora Leila Barbosa, do curso de Filosofia da Uema, denunciou a ausência da disciplina de Filosofia no documento recentemente elaborado pelo Governo do Estado, que estabelece orientações curriculares para as escolas da rede estadual. “Esse documento é apenas um referencial para que as escolas da rede estadual, que ainda trabalham com o ensino fundamental, elaborem seus currículos. O referencial curricular para o ensino médio ainda será elaborado”, esclareceu Maria do Perpétuo Socorro, representante da Seduc.
Adriele, acadêmica de Filosofia da UFMA e do Centro Acadêmico defendeu a união de todos em defesa da Filosofia. “Temos que firmar um pacto com a excelência e com o saber dos saberes, que é a filosofia. Esta é a causa dos militantes do saber. Vamos às ruas defender a Filosofia e a educação”, assinalou.
Para o deputado Zé Inácio, o debate foi muito importante e produtivo, e demonstrou a resposta da Comissão de Educação da Assembleia à sociedade organizada do Estado do Maranhão. “Discutiu-se aqui, em profundidade, a relevância que tem o estudo da Filosofia no processo de ensino aprendizagem da Educação Básica. O Maranhão sai na frente, nacionalmente, fazendo o contraponto aos retrocessos da retirada dessa disciplina pelo governo federal ao garantir sua permanência na grade curricular na rede de ensino estadual, no ensino fundamental e médio”, destacou.
Encaminhamentos
Ao final, foram aprovados os seguintes encaminhamentos: 1 – Formar comissão com participação de membros do Poder Legislativo estadual para tratar com o secretário de Estado da Educação sobre a alteração do referencial curricular; 2 – Encaminhar minuta aos prefeitos e Câmaras de Vereadores orientando sobre a inclusão da disciplina de Filosofia na grade curricular das escolas nas séries final do Ensino Fundamental; 3 – Apresentar Moção de Apoio, na Assembleia, à Carta dos Professores em solidariedade à Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (Anpof); 4 – Encaminhar a síntese do relatório da audiência pública à Comissão de Educação da Câmara e do Senado Federal.
A primeira mesa de debate foi composta pelo Pró-Reitor de Planejamento da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), professor João de Deus; do Reitor do Instituto Estadual de Educação do Maranhão (Iema), Jônatas Almada; do Chefe do Departamento de Filosofia da Ufma, Gastão Clóvis; da presidente do Fórum de Filosofia do Maranhão, Zilmara de Carvalho; da representante da Secretaria de Educação de São Luís (Semed), Patrícia Leal; da representante do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), Cacilda Rodrigues; e Susan Lucena, diretora da Casa da Mulher Brasileira.
A segunda mesa de debatedores foi composta pelo coordenador do Curso de Filosofia da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), professor Luís Magno Oliveira; o coordenador do Mestrado Profissional de Filosofia da Ufma, professor Alexandre Jordão; o presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (Anpof), Adriano Correia; o professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), Edgar Lira Neto; a chefe da Supervisão de Currículos da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Maria do Perpétuo Socorro Fortes; a representante do Instituto de Ensino Superior do Maranhão (IESMA), Maria dos Milagres da Cruz, e o professor Flávio Luís de Castro, do Fórum de Filosofia do Maranhão.