O arquiteto Oscar Niemeyer, de 104 anos, morreu no Rio às 21h55 desta quarta-feira (5). Ele estava internado desde 2 de novembro no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul. Reconhecido internacionalmente por suas obras, Niemeyer completaria 105 anos em 15 de dezembro.

Nesta quarta, um boletim médico informava que o estado de saúde do arquiteto havia piorado e era considerado grave.

Ainda segundo o hospital, Niemeyer respirava com a ajuda de aparelhos e encontrava-se sedado por causa de uma infecção respiratória.

Visita à Passarela do Samba

Em fevereiro, Niemeyer fez uma visita ao Sambódromo, durante a fase final das obras de reforma da Passarela do Samba que mantiveram o traçado original que o arquiteto projetou há 30 anos. Ele enfrentou o sol forte de meio-dia e percorreu num carrinho aberto toda a extensão da Avenida.

“Está muito bom. Melhorou muito. Este não é um trabalho só meu, é o trabalho de um grupo. Estou entusiasmado”, disse Niemeyer, na ocasião.

A foto acima é da sede do Partido Comunista Francês, Paris.

PT vai às ruas pela reforma política

A iniciativa do PT de ir às ruas para coletar assinaturas e mobilizar a população em torno da reforma política é um sinal importantíssimo do compromisso do partido com essa bandeira.

Ontem, o presidente do PT, Rui Falcão, disse que o partido vai lançar uma campanha de iniciativa popular, com bancas nas ruas, para coletar assinaturas pedindo avanços na reforma política. A ideia é envolver a sociedade o máximo possível.

Essa é uma questão fundamental para consolidarmos as estruturas democráticas brasileiras, apesar do ceticismo que acompanha o tema.

A reforma política é uma das principais bandeiras do PT, e é preciso de fato mobilizar não só os políticos e a nossa militância, mas o máximo de pessoas possível pela causa.

Entre os principais pontos da reforma, está o imprescindível financiamento público de campanha. Também estão incluídos o fim das coligações nas eleições proporcionais, a coincidência dos pleitos municipais e nacionais e a mudança no sistema de votação, com a adoção do chamado sistema belga, uma pequena alteração em relação ao sistema adotado hoje.

Vem aí uma nova fase de investimentos público nos portos

 A inauguração do novo porto de Itaqui, em São Luís (MA), é mais uma demonstração de que as obras de infraestrutura continuam a sair do papel, desmontando o discurso catastrófico da oposição e de certa mídia. O porto foi feito com recursos do PAC.

A presidenta Dilma Rousseff esteve ontem (2ª feira) na inauguração e disse que quer trazer a iniciativa privada para parcerias com o setor público no setor portuário. Para ela, esta é “a chave para o crescimento sustentável”.

Por isso, é de extrema importância o lançamento, nesta quinta-feira, da nova regulamentação do sistema portuário. Com a regulação, teremos uma nova fase de concessões e investimentos público-privados, como nas ferrovias e rodovias.

Portos eficientes diminuem custos, melhoram ganhos do agronegócio e aumentam a competitividade internacional. Com a nova regulamentação, a iniciativa privada deve receber concessões para a construção de portos no Amazonas e na Bahia. Também haverá a liberação de construção de terminais privados fora das áreas de portos organizados.

A versão final desse pacote de medidas deve contemplar investimentos de R$ 50 bi a R$ 60 bi em novas instalações e ampliação da capacidade existente.

Os números mostram mais uma vez que o país não está parado e continua avançando no rumo certo.

(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Cinquenta Tons de Cinza e Alienação Parental

Bruna Barbieri Waquim*

Atualmente, em quase todas as rodinhas de amigas, uma hora o assunto gira em torno da Trilogia de livros “Cinquenta Tons de Cinza”.

Para os que ainda não conhecem (porque é raro encontrar “as” que ainda não conhecem), o livro trata da história do amor complicado de Anastasia Steele, uma jovem de 21 anos recém saída da faculdade de Literatura, e Christian Grey, um jovem empresário que ostenta tanta perturbação psicológica quando dinheiro no bolso.

Tentar associar o tema dos livros “Cinquenta Tons” com o assunto da Alienação Parental, à primeira vista, parece completamente descabido. Afinal, o grande chamativo dos livros é o conteúdo sensual do relacionamento entre o jovem casal.

Eu, entretanto, não consigo deixar de achar que essa história, na verdade, não tem como pano de fundo o sadomasoquismo, mas o real ponto central da história é o efeito destruidor de uma infância roubada.

O protagonista, Mr. Grey, tem claros problemas de relacionamento, sendo-lhe difícil manter uma relação saudável, com manifestações espontâneas de afeto por meio de toques e palavras, possuindo uma compulsão por infligir certos graus de dor em busca da satisfação pessoal e sentindo uma extrema necessidade de estar no controle de tudo e de todos.

À medida que a narrativa se desenvolve, descobrimos no livro que o enigmático Mr. Grey sofreu violência física e psicológica na infância, que lhe deixaram marcas de queimaduras no tórax e sérios transtornos de relacionamento e personalidade – tanto o é que um dos personagens de apoio do livro é o seu psiquiatra, Dr. Flyn.

Agora vou me socorrer de Foucault para esclarecer que existe uma profunda ligação entre a Trilogia e o tema da Alienação Parental. Para Foucault, todos os enunciados – como função de existência dos signos – se inter-relacionam em campos enunciativos que complementam seus significados e significantes, criam um campo de conhecimentos históricos e sociais que permite a construção do discurso de acordo com um referencial, uma posição de sujeito e uma materialidade.

A lei da raridade foucaultiana é a pedra de toque que consegue identificar, entre tantos enunciados apropriados por cada indivíduo em seu arquivo, pontos de conexão entre enunciados que pareciam ser completamente díspares, mas que, após a adoção de um referencial, comunicam-se de alguma forma.

É certo que Mr. Grey não foi vítima de alienação parental. Esta síndrome importa no conflito de lealdade a que é exposto um filho quando seus pais (estando juntos ou em virtude de uma separação) começam uma briga para “ganhar” o amor e a dedicação do filho, impedindo o outro genitor de exercer sua parentalidade.

É a situação de um pai que, motivado por ciúmes ou frustrado pela separação, inicia uma campanha de difamação contra a mãe do seu filho, fazendo com que a criança a rejeite e “escolha” amar somente o pai, para não “piorar” o sofrimento que ela vislumbra neste.

É a situação de uma mãe que, para obter uma pensão mais polpuda, desestabiliza a convivência do pai com o filho, dificultando as visitas, incutindo na criança sentimentos de medo, raiva, abandono, fazendo com que a criança se alinhe excessivamente à mãe e dissipe o natural desejo de conviver com o outro genitor.

É a situação de um avô que, não concordando com a orientação sexual externada pelo antigo genro, após a separação conjugal, busca desqualificá-lo enquanto pai, inclusive com falsas denúncias de abuso sexual.

Na prática, várias são as situações que podem configurar um ato de alienação parental, que, em termos simples, significa a manipulação dos sentimentos e pensamentos de um menor para que rejeite o outro genitor ou outro membro da família.

Apesar de não ter sofrido alienação parental, Mr. Grey sofreu um grande trauma em sua infância, que inclusive lhe deixou sem conseguir se comunicar verbalmente com outra pessoa durante 2 anos. Adolescente, Mr. Grey enfrentou as agruras do desenvolvimento de uma personalidade agressiva e, quando jovem, remanejou a agressividade mal-resolvida para a prática de atividades sexuais que a maioria de nós considera deturpadas, por envolver violência, arbitrariedade e dor.

A pergunta que não quer calar é: qual a lei de raridade que aproxima o discurso de Mr. Grey do de tantas vítimas de alienação parental? E eu respondo: é o enunciado de uma infância roubada, com todos os seus contextos e interfaces de integridade psíquica, desenvolvimento afetivo, equilíbrio emocional, reprodução de comportamentos desviados, entre outros.

Assim como Mr. Grey apresenta, na idade adulta, transtornos de ordem psicológica que lhe dificultam viver a plenitude de um relacionamento sem manifestações de autoridade e imposição de dor, várias vítimas de alienação parental, quando crescem, passam a conviver com complexos de culpa, transtornos psíquicos pela falta de referência do Outro (pois a identidade da criança é construída pela contraposição dos papéis do pai e da mãe), gerando assim um adulto que sofre de ansiedade, distúrbios de comportamento, déficits de afetividade, entre outros problemas.

Mr. Grey apresenta marcas no corpo que sensibilizam os leitores pela violência que ele sofreu, mas geralmente as vítimas de alienação parental carregam suas marcas somente no seu interior, já que a alienação é uma forma de violência simbólica, que não deixa rastros físicos evidentes.

Nessa relação entre Cinquenta Tons de Cinza e Alienação Parental, o que espero é sensibilizar as mesmas pessoas que se condoem com a história de vida do Mr. Grey para o necessário equilíbrio que todo filho merece ter em seu lar, sob pena de prejudicar seu futuro enquanto pessoa que precisará se relacionar com outras pessoas além dos genitores, em prol da sua plenitude existencial.

Busco, com essa relação, abrir os olhos de pais e mães que pensam não estarem prejudicando a integridade psicológica de seus filhos quando os expõem aos conflitos conjugais.

Acreditem que, assim como o Mr. Grey, esse menor carregará as cicatrizes da violência simbólica enquanto viver, porém nem todos terão a grande sorte de disporem, assim como o personagem, de uma vasta fortuna para escaparem da confrontação dos seus vícios.

Fica, assim, um apelo para que todos os familiares, e não apenas os genitores, tenham a serenidade necessária para resguardar a criança e o adolescente das brigas domésticas, não lhes exigindo a “escolha de um lado” ou os votos de “dedicação exclusiva”, pois a formação de cidadãos maduros e responsáveis perpassa necessariamente pelo desenvolvimento de jovens equilibrados.

Postagem autorizada pela autora.

* Bruna Barbieri Waquim é mestranda em Direito e Instituições do Sistema da Justiça – UFMA e servidora pública do TJMA (bu_barbieri@yahoo.com.br)

Classe cultural apoia Augusto Bastos para FUMC

No último dia 29 de novembro, no Grêmio Lítero da João Lisboa, um grupo de artistas, representantes da cultura popular, da cultura evangélica, das artes cênicas, das artes visuais, do artesanato, das culturas afro brasileiras, da dança, do livro, leitura e literatura, da música, do patrimônio material e imaterial do teatro, enfim, de todos os segmentos e áreas culturais da ilha, manifestaram o desejo de mudança nos rumos da gestão da cultura municipal de São Luis.

A ainda FUMC (Fundação Municipal de Cultura), que deverá ser transformada em Secretaria Municipal de Cultura na próxima administração de prefeito eleito Edivaldo Holanda Junior, vive uma intensa e ferrenha corrida ao seu posto máximo.

A classe cultural, temerosa com os nomes que surgiram no decorrer do processo, inclusive alguns que já passaram pela pasta e não deixaram saudades, lançou o nome do músico, maestro e produtor cultural Augusto Bastos, este tipo de movimento na cultura é inédito e pretende chamar a atenção de Holanda Jr. às reais necessidades da cultura de São Luís.

Augusto Bastos tem 48 anos e pertence a uma tradicional família de músicos com destaque a seu irmão Zé Américo Bastos, grande produtor de artistas de fama nacional e que recentemente ganhou o Grammy Latino pela produção do último cd de Dominguinhos. Augusto é graduado pela UFMA e pela UNIFOR de Fortaleza.

– Sempre tivemos no comando da cultura alguém imposto pelos mandatários e esta fórmula não dá certo. Caso eu seja lembrado como futuro secretário, irei implantar o Parlamentarismo Cultural, um fórum que irá se reunir todo mês onde discutiremos os problemas e os rumos da pasta, além de consolidar o sistema municipal de cultura (Conselho, Plano e Fundo Municipal de Cultura) e revitalizar a Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Tudo dentro da mais absoluta transparência. Disse Augusto Bastos.

Zé Américo, Augusto Bastos e Beto Pereir

Durante a solenidade, vários artistas manifestaram apoio a Augusto Bastos. As principais queixas da classe artística é a demora no pagamento de cachês, o “esquecimento” de algumas brincadeiras que simplesmente são alijadas do processo de escolha para apresentações e o simples fato de não serem recebidos pelos presidentes da FUMC, é o chamado chá-de-cadeira, além da falta de incentivo e fomento das demais áreas e seguimentos culturais que foram esquecidas pelas administrações anteriores.

Além do Parlamento Cultural, a secretaria contará com uma coordenação especializada em projetos especiais. Segundo Bastos, é inadmissível que o Maranhão pouco aprove projetos culturais pelo Brasil. Isso se dá pelo simples fato de não termos um acompanhamento mais eficaz por parte do poder público, que pode ajudar os artistas e brincadeiras a conseguirem ou pelo menos competirem de igual por igual com a Bahia e o Ceará, por exemplo.

Aqui no Maranhão o que acontece é que edital após edital, os nomes se repetem, ou seja, apenas os mesmos grupos que já detém algum know how aprovam projetos, enquanto a grande maioria fica a ver navios. Queremos fazer uma verdadeira revolução na cultura de São Luís, garante Bastos.

Até o momento o manifesto de apoio a Augusto Bastos já conta com mais de mil assinaturas entre eles:

Zé Américo Bastos
Gdam e entidades do movimento negro
Tadeu de Obatalá
Professor Novaes (Poeta)
Nauro Machado
Chagas – Cantador do Boi da Maioba
Ronald Pinheiro
Walkir Marinho (Jornalista)
Mano Borges
Celso Reis
Ana Cláudia
Cláudio Lima
Osvaldo Mandou Legal
Beto Pereira