Incra realiza capacitação sobre convênios para representantes de prefeituras do Maranhão

A Superintendência Regional do Incra no Maranhão, em parceria com a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), iniciou nesta manhã (25) o Curso de Capacitação Operacional em Convênios. O curso se estenderá até sexta-feira (27), na Escola de Gestão da Famem.

Durante a abertura do Curso, o superintendente regional do Incra no Maranhão, José Inácio Rodrigues, disse que a capacitação vai possibilitar que as prefeituras sejam mais ágeis no processo de prestação de contas dos convênios. “Com os representantes das prefeituras e do Incra capacitados esperamos que o começo, meio e fim de um convênio seja feito de forma adequada”, ressaltou.

Já o coordenador-geral de Contabilidade do Incra/Sede, Vinícius Ferreira de Araújo, explicou que as Prefeituras tem basicamente três fontes de recursos: o Fundo de Participação; as emendas parlamentares e as transferências voluntárias. Segundo ele, os convênios se enquadram nas transferências voluntárias e são os meios que as prefeituras têm para realizar obras de infraestrutura nos projetos de assentamento.

“Sabemos que os assentamentos precisam de estradas, poços, entre outras obras de infraestrutura, e nem sempre a prefeitura tem recurso para realizá-las, então o Incra transfere esse recurso para que seja investido nos assentamentos”, disse Vinícius, enfatizando que esse processo precisa ser mais qualificado e que esta capacitação é o caminho na unificação do entendimento com os municípios.

Participam do curso cerca de 50 pessoas entre representantes das prefeituras municipais e servidores do Incra que lidam com convênios no Estado.

Transferências Voluntárias

O representante da Prefeitura Municipal de Grajaú, José Edílson Camilo de Souza, está participando pela primeira vez de um curso sobre o Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse do Governo Federal (Siconv). Para ele, a capacitação é muito importante para que os municípios conheçam o sistema e possam trabalhar de maneira correta.

José Edilson explicou que no município de Grajaú existem 22 projetos de assentamento do Incra e que a Prefeitura não tem recurso suficiente para investir. “A transferência de recursos do Incra para as Prefeituras além de importante, é necessária. No assentamento Pedra de Pau, por exemplo, temos escola, poço, posto médico e um centro comunitário construído com recursos fruto de convênio entre a Prefeitura e o Incra”, disse.

A capacitação também vai orientar os participantes sobre o módulo de Ordem Bancária de Transferência Voluntária (OBTV) existente no Siconv. O chefe da Divisão de Administração do Incra-MA, Aldemir Carvalho, explicou que o Siconv também é um gerenciador financeiro. “A convenente pode transferir os recursos financeiros pelo portal diretamente para os fornecedores. Não é mais permitido realizar pagamentos por meio de cheques e transferências bancárias”, informou Aldemir, ressaltando que essa ação é muito importante para evitar que os recursos destinados a um convênio sejam remanejados para outro fim.

Conteúdo programático

O curso é ministrado por servidores do Incra do Maranhão, Brasília e Paraíba. Durante os três dias de curso serão apresentados módulos operacionais do Siconv; visão geral do fluxo operacional do Siconv; módulo de execução: termos aditivos, licitações, relatórios de execução, aplicação de rendimentos financeiros, módulo de acompanhamento e fiscalização; módulo de OBTV: autorização, limite, conciliação bancária, extrato e legislação tributária.

Siconv

O Siconv é o portal de convênios do Governo Federal disponível na internet, que contém e monitora as informações sobre os convênios executados com o governo federal.

De acordo com o Decreto nº 6.170, de 25 de julho de 2007, convênios são acordos, ajustes ou qualquer outro instrumento que discipline a transferência de recursos financeiros de dotações consignadas nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União e tenha como partícipe, de um lado, órgão ou entidade da administração pública federal, direta ou indireta , ou ainda, entidades privadas sem fins lucrativos, visando a execução de programa de governo, envolvendo a realização de projeto, atividade, serviço, aquisição de bens ou evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação.

Saída de Eduardo Campos do governo Dilma irá custar ao partido 40 prefeitos, mais de 200 vereadores, 10 deputados estaduais e quatro deputados federais no Ceará

Cid Gomes, governador do Ceará

O grupo do PSB do Ceará, ligado ao governador Cid Gomes e formado por 40 prefeitos, mais de 200 vereadores, 10 deputados estaduais e quatro deputados federais, anunciou nesta quarta-feira (25) a saída da legenda, após a reunião extraordinária da Executiva Nacional do partido.

Após duas horas de reunião da Executiva Estadual com portas fechadas, na frente da sede do PSB do Ceará, o presidente da legenda no Estado, governador Cid Gomes recebeu uma ligação telefônica pelo celular da senadora Lidice da Matta (PSB-BA). A conversa foi presenciada pelos jornalistas e Cid esbravejou.

Afirmou que o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, pediu-lhe para sair “da pior maneira possível”. Cid se referia à ligação que Campos fez ontem para o seu principal opositor na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Heitor Férrer (PDT), convidando-o para ingressar no PSB.

Cid recebeu a solidariedade de Da Matta e prometeu deixar o partido ainda hoje. “Ele não só pede assim para eu sair do partido como pede para eu sair da pior maneira possível”, repetiu para a senadora, Cid Gomes, referindo-se a Campos.

A decisão será formalizada ao partido pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Albuquerque, e pelo prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio. Os dois devem se juntar ao secretário cearense Ciro Gomes em Brasília.

Com Agência Estado

Após duas horas de reunião da Executiva Estadual com portas fechadas, na frente da sede do PSB do Ceará, o presidente da legenda no Estado, governador Cid Gomes recebeu uma ligação telefônica pelo celular da senadora Lidice da Matta (PSB-BA). A conversa foi presenciada pelos jornalistas e Cid esbravejou.

Afirmou que o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, pediu-lhe para sair “da pior maneira possível”. Cid se referia à ligação que Campos fez ontem para o seu principal opositor na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Heitor Férrer (PDT), convidando-o para ingressar no PSB.

Cid recebeu a solidariedade de Da Matta e prometeu deixar o partido ainda hoje. “Ele não só pede assim para eu sair do partido como pede para eu sair da pior maneira possível”, repetiu para a senadora, Cid Gomes, referindo-se a Campos.

A decisão será formalizada ao partido pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Albuquerque, e pelo prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio. Os dois devem se juntar ao secretário cearense Ciro Gomes em Brasília.

Com Agência Estado

‘Uma soberania jamais se firma em detrimento de outra’, diz Dilma sobre espionagem

Na abertura da 68ª Assembleia Geral presidenta ressaltou que interceptações ferem o direito internacional e são “afronta” aos princípios que regem relações bilaterais

Ao discursar na abertura da 68ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, a presidenta Dilma Rousseff condenou as práticas de espionagem por parte do governo americano, das quais o Brasil foi alvo, ao dizer que a soberania dos Estados Unidos não pode se sobrepor a de outros países. “Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania. Jamais pode o direito à segurança de cidadãos de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos e fundamentais dos cidadãos de outro país”, afirmou.

Logo no início da fala de aproximadamente 23 minutos, a presidenta lembrou como as recentes revelações de espionagem provocaram repúdio da opinião pública mundial. “No Brasil, a situação foi ainda mais grave, pois aparecemos como alvo dessa intrusão”, disse. “Dados de cidadãos foram indiscriminadamente objeto de interceptação.”

Ao condenar a espionagem de dados estratégicos de empresas como a Petrobras, Dilma observou que “não se sustentam argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo”. “O Brasil sabe proteger-se. O Brasil, senhor presidente, repudia, combate e não dá abrigo a grupos terroristas”, enfatizou ao presidente da assembleia John W. Ashe, de Antígua e Barbuda.

A presidenta lembrou também que não apenas dados do governo brasileiro e de empresas foram espionados, mas também os de representações diplomáticas brasileiras, como a missão permanente junto às Nações Unidas. Segundo Dilma, tais interceptações ferem o direito internacional e são uma “afronta” aos princípios que devem reger as relações entre nações amigas. “Governos e sociedades amigas, que buscam consolidar uma parceria efetivamente estratégica, como é nosso caso, não podem permitir que ações ilegais recorrentes tenham curso como se fossem normais. Elas são inadmissíveis.”

Ao prometer dobrar os esforços contra práticas de espionagem, Dilma disse que o Brasil buscará “legislação, tecnologia e mecanismo” que protejam o Brasil e seus cidadãos de interceptações ilegais de comunicações e dados.

“Como tantos outros latino-americanos lutei contra o arbítrio e a censura e não posso deixar de defender de modo intransigente o direito à privacidade dos indivíduos e a soberania de meu País”, sublinhou. “Meu governo fará tudo o que estiver a seu alcance para defender os direitos humanos de todos os brasileiros e cidadãos do mundo e proteger os frutos da engenhosidade das empresas brasileiras.”

Campo de batalha. Mais do que trazer consequências danosas ao relacionamento bilateral entre EUA e Brasil, as revelações de espionagem por parte do governo americano afeta a comunidade internacional e exige resposta dela. “As tecnologias de telecomunicação e informação não podem ser o novo campo de batalha entre os Estados. Esse é o momento de criarmos condições para evitar que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra por meio da espionagem, da sabotagem, dos ataques contra sistemas e infraestrutura de outros países.”

Dilma pediu, por fim, para a ONU desempenhar um papel de liderança a fim de “regular o comportamento dos Estados frente a novas tecnologias. “Por essa razão, o Brasil apresentará propostas para o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet, e de medidas que garantam a segurança dos dados que por ela trafegam.”

Merkel no trono europeu

Vencedora das legislativas alemãs, a chanceler admiradora da déspota Catarina II terá de formar uma coalizão com os social-democratas.

Numerosos líderes mundiais orgulham-se de imagens de Napoleão Bonaparte nos seus escritórios. Não é o caso da chanceler alemã Angela Merkel. Aqueles que já visitaram seu escritório falam de um retrato bem exposto de Catarina II, a Grande. A imperatriz do século XVIII era russa, mas de origem alemã. Qualquer que seja o caso, essa veneração por Napoleão ou Catarina, a Grande, refletem o desejo de seus poderosos admiradores a emular, a seu modo, é óbvio, os feitos de seus heróis.

Fotografada com um carrinho de supermercado recentemente, Merkel, oriunda da ex-República Democrática Alemã (RDA), tem 59 anos, é divorciada e não tem filhos. Uma mulher, em miúdos, modesta. No entanto, ela é tão ambiciosa quanto qualquer grandioso admirador de Napoleão. Além disso, Merkel, protégé de Helmut Kohl, o pai da unificação alemã após a queda do muro de Berlim, já entrou para a história. Seu maior trunfo foi a terceira vitória consecutiva como chanceler nas legislativas de domingo 22, algo inédito desde 1957. Isso sem levar em conta o fato de ela ser a primeira chanceler mulher da Alemanha, e, vale sublinhar, nascida e criada na ex-RDA.

Não é por nada que na Alemanha chamam Merkel de Angela, a Grande.

Na verdade, até os paralelepípedos da bela Dresden (para continuarmos na ex-RDA) sabiam que Merkel levaria o pleito. Motivos não escasseiam. Motor econômico da Europa com suas sólidas fábricas e bancos, a sofisticada agricultura alemã é no mínimo invejável. A previsão de crescimento para este ano é de 4%, mas pelo menos a Alemanha escapou da recessão e da crise econômica a assolar o resto do continente. O nível de desemprego é de 5,4%, ante uma média de 10,9% no resto da Europa. E Angela, a Grande, angariou muitos votos ao se posicionar como protetora dos interesses alemães durante a crise econômica na União Europeia (UE).

Por essas e outras, sua União Democrata-Cristã (CDU) e a eterna aliada União-Social Cristã (CSU) obtiveram 41,5% das cadeiras no Bundestag (o congresso alemão). No entanto, o CDU e o CSU não alcançaram a maioria absoluta e terão de formar uma grande coalizão com o Partido Social-Democrata (SPD). A agremiação esquerdista ficou em segundo lugar com 26% dos votos.

O Partido Democrático Liberal (FDP), ex-integrantes da coalizão de centro-direita juntamente com o CDU/CSU desde o último escrutínio em 2009, teria sido a melhor opção para Merkel. No entanto, não conseguiu levar o mínimo requerido de 5%. Eis uma surpresa. Por sua vez, o Partido Verde, com 8,4% dos votos, não é apreciado por Merkel, visto que a inclinações ideológicas da agremiação diferem daquelas da chanceler. Idem em relação ao Partido de Esquerda (Die Linke), considerado demasiado radical até pelo SPD.

Mesmo assim, as negociações entre o CDU/CSU e o SPD não serão um passeio no parque. Por exemplo, as maiores contendas entre o SPD e o CDU são a criação de um salário mínimo (inferior para os conservadores, é óbvio), e os impostos.

Mais: o SPD é mais alerta em relação a questões como a crescente desigualdade social e uma expansão a nível nacional da extrema-direita. Ademais, o SPD já fez parte de uma grande coalizão com os conservadores de 2005 a 2009. Devido a planos de austeridade implementados durante aquele período, a social-democracia perdeu numerosos eleitores. Peer Steinbrueck, líder do SPD e ex-ministro de Finanças de Merkel, disse alto e claro que não fará parte do novo governo.

Existem, ainda, divergências sobre a União Europeia. Para o SPD, Merkel deveria ser mais solidária com países como a Grécia. No entanto, líderes nas capitais europeias sabem que Merkel faz um discurso favorável à ortodoxia econômica para tirar a UE da crise, mas soube recuar quando percebeu o impacto que teria, por exemplo, uma saída da Grécia do bloco econômico.

No entanto, a questão que todos se colocam agora é esta: o que fará Merkel, no seu terceiro e último mandato em relação a UE? Optará por mais programas de austeridade, ou será mais flexível e por tabela favorável à promoção de mais crescimento no Velho Continente?

Há quem diga que a presença do SPD na grande coalizão colocará a Alemanha em sintonia com países como a França, presidida pelo socialista François Hollande.

Coordenador geral do Meio Ambiente do Incra faz visita ao Maranhão

Coordenador-geral de Meio Ambiente do INCRA, Carlos Sturm, participou de reuniões destinadas a debater ações referente a questão ambiental. No dia 9 de setembro, ele esteve reunido com Superintendente Regional do Maranhão, servidores e representante da Associação Educação e Meio Ambiente ( EMA). Na pauta da reunião foram incluídas entre os itens discutidos: A apresentação das atividades e resultados obtidos pelo convênio firmado entre o INCRA e a EMA com o intuito de proporcionar melhoria da qualidade de vida atrelada à conservação dos recursos naturais por meio de estratégicas agroecológicas e Explanação do Coordenador-geral de Meio Ambiente do INCRA sede sobre a Resolução 458/13 e suas implicações e os esclarecimentos acerca do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Anida Soares, chefe do Núcleo Ambiental do Incra-MA ressaltou que em relação ao convênio firmado entre o Incra e o EMA que ainda não foi aditivado foi sugerida a elaboração de fazeruma chamada Pública para um novo convênio que contemplará novos PA’s e traçar estratégias para dar o devido acompanhamento técnico para os oito assentamentos contemplados pelo convênio, que ainda está em vigor, mas que finalizará em dezembro.

Anida Soares também apontou como outro encaminhamento da reunião a sugestão para seja formada uma sala de situação composta por servidores do INCRA e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente para analisar os processos do INCRA que foram protocolados com pedido de Licença de Instalação e Operação “ Também foi sugerida a a elaboração em conjunto com a SEMA, de um instrumento legal que esclareça os novos procedimentos a serem tomados diante das determinações da Resolução 458/2013” informou.

A recomendação do Coordenador de Meio Ambiente do INCRA acerca do tratamento a ser dado à definição da Reserva Legal nos assentamentos (se individual ou coletiva) foi de que se dê preferência à reserva coletiva, devendo-se, no entanto, verificar caso a caso, juntamente com os assentados, a escolha mais apropriada.

No dia 10 de setembro, o Coordenador-geral de Meio Ambiente do INCRA participou de reunião da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) onde ele fez uma explanação sobre os motivos da alteração do marco regulatório do licenciamento ambiental e, diante disso, sua sugestão de compor uma sala de situação composta por servidores do INCRA e da SEMA para elaboração de um instrumento legal que esclareça os novos procedimentos a serem tomados diante das determinações da Resolução 458/2013 e análise dos processos protocolados para aproveitamento das informações para o CAR foi aceita, com reunião do Grupo de Trabalho, agendada para o dia 24 de setembro de 2013, na SEMA. Quanto ao Projeto Fundo Amazônia, que já foi aprovado, o INCRA fará a priorização das áreas de assentamento a serem beneficiadas e encaminhará a relação à SEMA, juntamente com os shapes de perímetro e reserva legal dos assentamentos.

Anida Soares ressalta que reunião na Secretaria Estadual de Meio Ambiente foi encerrada com a perspectiva de avanço no processo de licenciamento e regularização ambiental dos assentamentos do INCRA/MA.