Superintendente do Incra-MA reúne-se com quilombolas e prédio é liberado

O superintendente regional do Incra no Maranhão, José Inácio Rodrigues, após duas rodadas de negociações, durante o dia de ontem (3), conseguiu a liberação do prédio da Superintendência. Um grupo de quilombolas ocupava a sede do Incra-MA, desde a terça-feira (1) e mantinha os portões do órgão fechados, impedido o acesso dos servidores ao prédio.

Pertencente ao Movimento Quilombola da Baixada Ocidental Maranhense (MOQUIBOM), o grupo com cerca de cinquenta pessoas protestava contra a aprovação da PEC 215, que tramita no Congresso Nacional e transfere do Poder Executivo para o Legislativo a responsabilidade pela demarcação de territórios indígenas e quilombolas.

Primeira reunião

No final da manhã de ontem aconteceu a primeira reunião do superintendente com o grupo de quilombolas no pátio do Incra-MA. O superintendente José Inácio, disse reconhecer como legítima a luta dos quilombolas, mas colocou como condição para o diálogo, a liberação dos portões para a entrada dos servidores. “A principal reivindicação de vocês faz parte de uma mobilização nacional, a ser tratada diretamente em Brasília, portanto não faz sentido manter os portões da Superintendência fechados”, afirmou.

Avanços

José Inácio aproveitou a ocasião para informar o grupo sobre as principais ações que a Superintendência está realizando para a regularização dos territórios quilombolas no Maranhão. Tratou sobre a Chamada Pública- Pregão Regional, que a Autarquia realizou no estado para contratação de 29 relatórios antropológicos, que vai atender cerca de 100 comunidades quilombolas. De acordo com o superintendente, duas empresas saíram vencedoras na licitação e está prevista para a próxima terça-feira a entrega da documentação necessária para a assinatura dos contratos e início imediato dos trabalhos.

“Comprometo-me a apresentar para vocês o cronograma de atividades das empresas para que possa ser acompanhado pelas comunidades”, afirmou o superintendente garantindo ainda que “os recursos disponíveis para esses trabalhos garantem o pagamento de todos os relatórios contratados, o que assegura a execução dos serviços”.

Ainda falando sobre os avanços nos últimos dois anos das ações de regularização dos territórios quilombolas no Incra-MA, José Inácio, informou que 06 Comunidades devem ser tituladas até o final do ano. Entre elas Santa Joana (em Codó), Aliança/Santa Joana (Cururupu e Mirinzal), São Francisco Malaquias (em Vargem Grande). Todas elas encontram-se na última etapa prevista para a titulação. “Foram criadas duas equipes para concluir até o mês de dezembro o georreferenciamento das áreas. Uma já está em campo. Após isso, essas 06 comunidades serão devidamente tituladas”, informou o superintendente.

Sem acordo

Todo o grupo de quilombolas presente ouviu atentamente o superintendente do Incra-MA, após isso, o líder quilombola Antonio Lambão, acatou as informações prestadas por José Inácio e, de forma irredutível, disse manter a ocupação. “Muito bem Sr. Superintendente, ouvimos o senhor, mas vamos continuar aqui com os portões fechados”. Dessa forma a reunião foi encerrada, sem nenhum acordo entre as partes para a liberação dos portões da autarquia.

Segunda reunião

No final da tarde, o superintendente José Inácio novamente reuniu-se com as lideranças do Movimento, para nova rodada de negociações. Dessa vez as lideranças do MOQUIBOM acordaram em liberar os portões e deixaram o prédio do Incra ontem mesmo.

TSE barra criação do partido de Marina Silva

Principal candidata da oposição ao governo Dilma Rousseff de acordo com as últimas pesquisas, a ex-senadora Marina Silva viu o pedido de registro da sua Rede Sustentabilidade ser rejeitado na noite desta quinta-feira (3) pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Por 6 votos a 1, o tribunal entendeu que o partido não conseguiu obter o respaldo popular exigido em lei, que é de pelo menos 492 mil eleitores –faltaram quase 50 mil assinaturas de apoio.

“Não vejo como contornar a exigência da lei. Em que pese todo o calor social e o desejo dos homens mais éticos desse país, ainda estamos presos à lei”, disse o ministro João Otávio Noronha.

Para atingir o número mínimo de assinaturas, a Rede pedia que o TSE tornasse válido um lote de quase 100 mil assinaturas que haviam sido rejeitadas pelos cartórios eleitorais de forma injustificada, segundo o partido. A relatora, Laurita Vaz, negou esse pedido sob o argumento de que é “inconcebível com o ordenamento jurídico a validação [das assinaturas] por mera presunção”.

Além deles, votaram contra Henrique Neves, Luciana Lóssio, Marco Aurélio Mello, e a presidente do tribunal, Cármen Lúcia.

A favor da Rede, ficou apenas Gilmar Mendes. “Estamos diante de um momento histórico. É preciso dizer às pessoas o que está por trás desse processo. (…) Houve uma situação de abuso que justifica sim o reconhecimento dessa assinaturas”, disse Gilmar. Cármen Lúcia, a última a votar, defendeu o trabalho dos cartórios e disse que não poderia haver tratamento diferenciado à Rede, já que dos partidos anteriores havia sido exigido o mesmo apoio.

A decisão representa um duro golpe nas pretensões de Marina Silva de disputar pela segunda vez o Palácio do Planalto –há exatos três anos ela saía das urnas como a terceira maior força política nacional, tendo obtido na ocasião 19,6 milhões de votos para a Presidência da República.

Caso mantenha a intenção de se manter na disputa, Marina terá que se filiar entre essa sexta e o sábado a uma outra legenda –o nanico PEN (Partido Ecológico Nacional) e o PPS são cogitados–, hipótese que ela sempre se negou a comentar e que destoa de suas frequentes declarações de que a criação da Rede Sustentabilidade representava um amplo “projeto de país”, não um mero empreendimento eleitoral.

Vence no sábado o prazo para que os partidos existentes filiem os candidatos às eleições de 2014.

A ex-senadora compareceu à sessão do TSE acompanhada de vários políticos e aliados que participaram da tentativa de montagem da Rede. Na entrada, ela manifestava que estava bastante esperançosa na aprovação de seu partido.

ASSINATURAS

As assinaturas de apoio à agremiação começaram a ser recolhidas em fevereiro, mas a Rede afirma ter encontrado uma série de dificuldades nos cartórios eleitorais, que são responsáveis por checar se os dados recolhidos conferem com aqueles que constam do banco de dados eleitoral.

A Rede diz ter recolhido mais de 900 mil apoios e, após triagem interna, encaminhou mais de 600 mil aos cartórios –mas só 442,4 mil nomes, quase 50 mil a menos do que os 492 mil exigidos, foram validados.

Com isso, os advogados de Marina pediram ao TSE que, em uma decisão inédita, considerasse válidas 98 mil assinaturas rejeitadas pelos cartórios sem que eles tivessem divulgado o motivo da recusa. Segundo a Rede, a não justificação pública da recusa é ilegal, tese que foi derrotada pelo plenário do TSE.

Troca de partido no Congresso movimenta 19 deputados e 1 senador

Dezenove deputados federais trocaram de partido no último mês, segundo balanço parcial da Câmara dos Deputados atualizado até a manhã desta quarta-feira (2). O prazo para mudar de sigla a tempo de disputar o pleito de 2014 termina neste sábado (5), um ano antes das eleições do ano que vem.

VEJA QUAIS DEPUTADOS MUDARAM DE PARTIDO

Deputado (Estado) Partido antigo Partido novo
Almeida Lima (SE) PPS PMDB
Urzeni Rocha (RR) PSDB PSD
Magda Moffato (GO) PTB PR
Alexandre Toledo (AL) PSDB sem partido
Betinho Rosado (RN) DEM PP
Vilalba (PE) PRB PP
Givaldo Carimbão (AL) PSB Pros
Paulinho da Força (SP) PDT SDD
Augusto Coutinho (PE) DEM SDD
Sebastião Bala Rocha (AP) PDT SDD
João Dado (SP) PDT SDD
Augusto Carvalho (DF) PPS SDD
Marcelo Aguiar (SP) PSD DEM
Luiz Pitiman (DF) PMDB PSDB
Benjamin Maranhão (PB) PMDB SDD
Armando Vergilio (GO) PSD SDD
Marcos Medrado (BA) PDT SDD
Wladimir Costa (PA) PMDB SDD
Laércio Oliveira (SE) PR SDD
  • Fonte: Coordenação de Registro de Comissões Movimentação Parlamentar da Câmara dos Deputados

Pouco mais da metade desses parlamentares migrou para o recém-fundado Solidariedade, incluindo o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP), que irá liderar a sigla por ele recém-criada. Antes, ele estava no PDT.

Entre os que acompanharam Paulinho na migração para a nova legenda estão: Augusto Agostinho (ex-DEM-PE); Sebastião Bala Rocha (ex-PDT-AP); João Dado (ex-PDT-SP); Augusto Carvalho (ex-PPS-DF); Benjamin Maranhão (ex-PMDB-PB); Armando Vergílio (ex-PSD-GO); Marcos Medrado (PDT-BA); Wladimir Costa (ex-PMDB-PA); e Laercio Oliveira (ex-PR-SE).

O Pros (Partido Republicano da Ordem Social), também aprovado na semana passada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), abarcou um parlamentar: Givaldo Carimbão (ex-PSB-AL).

As demais trocas envolvem os seguintes parlamentares: Urzeni Rocha (RR), que saiu do PSDB rumo ao PSD; Magda Mofatto (GO), que deixou o PTB em direção ao PR; Betinho Rosado (RN), que trocou o DEM pelo PP; Vilalba (PE), que foi do PRB para o PP; Marcelo Aguiar (SP), que saiu do PSD para o DEM; Luiz Pitiman (DF), que saiu do PMDB para o PSDB; e Almeida Lima, que passou do PPS para o PMDB.

Dos 19, um deles, o deputado Alexandre Toledo, de Alagoas, chegou a comunicar a desfiliação do seu partido de origem, o PSDB, mas ainda não informou a Casa sobre o novo destino.

No Senado, apenas um parlamentar comunicou à Mesa Diretora da sua mudança de filiação: foi o caso do senador Vicentinho Alves (TO), que saiu do PR e foi para o Solidariedade.

Nesta quinta-feira (3), o TSE julga o pedido de registro da Rede, da ex-senadora Marina Silva. Caso o partido se concretize, alguns deputados já anunciaram que devem aderir.

Incra-ma reforça compromisso com políticas publicas para a juventude trabalhadora rural‏

O Superintendente do Incra no Maranhão, José Inácio Rodrigues, ressaltou durante a abertura do 3º Festival da Juventude Rural, realizado pela Fetaema (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Maranhão) que o Incra reconhece a importância do debate sobre políticas públicas voltadas para a juventude rural e pauta sua atuação construindo ações centradas em garantir a cidadania no campo.

José Inácio Rodrigues foi um dos participantes da cerimônia de abertura do evento, realizado de 20 a 22 de setembro, no Centro de Estudo Sindical Rural( Cesir) em São Luís e que reuniu mais de 600 jovens trabalhadores rurais de diversas regiões do Estado para discutir o tema “Sucessão Rural com terra e políticas públicas”.

Ele destacou que não apenas o Incra, mas outras instituições do governo federal que atuam na questão agrária como o MDA( Ministério do Desenvolvimento Agrário) tem feito uma atuação destinada a buscar a melhoria da qualidade de vida no campo e no caso do Maranhão, onde grande parte da população do Estado vive na zona rural o desafio de implantar políticas públicas eficazes é ainda mais abrangente

O Superintendente do Incra no Maranhão enfatizou que o trabalho em prol da construção de políticas públicas, que contemplem não apenas a juventude trabalhadora rural, mas todas as pessoas que tiram do campo o seu sustento, inclui parcerias que o Incra viabiliza com outras instituições e citou o exemplo do Curso de Especialização em Questão Agrária, Agroecológica e Educação do Campo (Residência Agrária), ofertado pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão (Ifma), campus do Maracanã, cujas inscrições foram prorrogadas até o dia 1º de outubro.

O curso é um dos projetos desenvolvidos pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária(Pronera) que atualmente atende 1544 alunos em todo o Estado.

Dilma sobe a 38% e Marina cai para 16%, diz pesquisa Ibope

Presidente abre vantagem de 22 pontos sobre a ex-senadora, segunda colocada no levantamento

A presidente Dilma Rousseff subiu oito pontos em dois meses e passou de 30% para 38% nas intenções de voto, segundo pesquisa Ibope, em parceria com o jornal O Estado de S. Paulo, divulgada nesta quinta-feira (26). A ex-senadora Marina Silva teve queda de 22% para 16%. Com isso, Dilma abre vantagem de 22 pontos sobre a segunda colocada.

O cenário inclui o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que oscilou de 13% para 11%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que passou de 5% para 4%. Brancos e nulos somam 15% e 16% não souberam responder. Em um cenário com José Serra, pouco muda para Dilma e o tucano aparece com 12% das intenções de voto.

Em março, a presidente chegou a 58% das intenções de voto e despencou para 30% em julho após as manifestações. Agora, Dilma recupera parte do eleitorado que perdeu.

A pesquisa foi feita entre os dias 12 e 16 de setembro, em todas as regiões o Brasil. Foram entrevistados 2.002 eleitores e a margem de erro máxima é de 2 pontos para mais ou para menos.