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Governo anuncia linha de crédito para móveis e eletrodomésticos

Brasília – O Diário Oficial da União publica hoje (13) a Medida Provisória 260 que dispõe sobre o financiamento de móveis e eletrodomésticos a beneficiários do Programa Minha Casa Minha Vida. A iniciativa foi anunciada ontem (12) pela presidente Dilma Rousseff em solenidade no Palácio do Planalto.

A Caixa Econômica Federal será a única operadora da linha de crédito para compra de móveis e eletrodomésticos por mutuários do Minha Casa Minha Vida, segundo informações do Ministério das Cidades. Na primeira divulgação sobre o programa Minha Casa Melhor, o ministério havia informado incorretamente que o Banco do Brasil (BB) também iria operar a linha. Nota divulgada posteriormente pelo ministério também esclarece que os cartões para utilização do benefício serão emitidos apenas pela Caixa, e não pelo BB.

Para ter acesso à linha, o mutuário que contratou o financiamento, em qualquer um dos dois bancos estatais, deve ligar para uma central de atendimento ou procurar uma agência da Caixa. O cartão que será enviado pelo correio não trará a marca de nenhum dos bancos.

O programa Minha Casa Melhor será uma linha de até R$ 18,75 bilhões para compra de cinco tipos de móveis, quatro eletrodomésticos e também computador. O limite é de R$ 5 mil por família, com juros de 5% ao ano e prazo de pagamento de 48 meses. A compra deve ser feita em um dos 13 mil varejistas credenciados, que oferecem ainda desconto de 5% sobre o valor à vista do produto. É possível usar o crédito em até 12 meses após a emissão do cartão, que pode ser solicitado a partir da data de entrega das chaves.

Os dez itens que podem ser comprados têm um preço limite fixado pelo governo. A compra de todos os produtos pelo valor máximo representaria um gasto de R$ 6.834 acima do limite de crédito.

Incra-MA recebe pauta do Grito da Terra Maranhão 2013

A Diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Maranhão (Fetaema) entregou, nesta terça-feira (11), ao superintendente regional do Incra no Maranhão, José Inácio Rodrigues, a pauta do Grito da Terra Maranhão 2013, movimento que acontece até a próxima quarta-feira (19), quando a entidade reivindica melhorias para o meio rural.

O Caderno de Pauta apresentado está dividido em três pontos principais: Desapropriações para fins de reforma agrária e titulação dos territórios quilombolas, priorizando as áreas com conflito ou com tensão social; Demandas que precisam de resposta urgente e que já foram tratadas em audiência com o Incra nacional; e Crédito, Assistência Técnica e meio Ambiente.

O superintendente do Incra-MA, José Inácio Rodrigues, acolheu as demandas da Federação e ficou acertado que o Incra-MA dará um retorno, na próxima terça-feira (18) , sobre suas ações nos pontos elencados na pauta do Grito da Terra Maranhão. “É nosso compromisso com os trabalhadores rurais de construirmos ações conjuntas e que venham fortalecer a produção e assegurar qualidade de vida aos assentados”, afirmou. Ele convidou a Federação para participar do Seminário que o Incra-MA realizará, em parceria com o Banco do Brasil e com a Caixa Econômica Federal, sobre o Programa Minha Casa Minha Vida Rural, no próximo dia 19 de junho.

De acordo com o secretário de Políticas Agrárias da Fetaema, Joaquim de Sousa, o Governo tem avançado em políticas para construção de casas, de acesso ao crédito ao agricultor, mas o Incra precisa priorizar criação de assentamentos agroextrativistas, descentralizar a emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf e implementar o Bolsa Verde. “A discussão sobre o meio ambiente no estado necessita ter maior ênfase e culminar num incentivo para uma nova dinâmica de produção, necessitando para isso de assistência técnica que fomente o desenvolvimento sustentável e solidário”, afirmou.

Entre as áreas prioritárias para ação foram apresentadas: imóveis Santa Maria/Agrobal V, em Lago Verde, Cipó Cortado, em João Lisboa, Mato Limpo, em Parnarama, Comunidade quilombola Santa Maria dos Moreiras, em Codó. Com o lema “Por Terra, Território e Dignidade”, o Grito da Terra Maranhão é um desdobramento do 19º Grito da Terra Brasil, que aconteceu nos dias 21 e 22 de maio deste ano, em Brasília.

Restrição a partidos traz à tona debate sobre interferêcia do STF no Legislativo

O julgamento do mandado de segurança contra a tramitação do projeto de lei que restringe a criação de novos partidos nesta quarta-feira (12) deve colocar o Supremo Tribunal Federal (STF) em uma nova encruzilhada: ou a Corte mantém o entendimento de que é inconstitucional impor regras que dificultem o surgimento de novas legendas e contraria o Congresso; ou mantém a tramitação do projeto e deixa de lado decisões passadas sobre esse tema, evitando assim uma nova crise institucional entre os Poderes da República.

O julgamento ocorre um dia após a subprocuradora Deborah Duprat ter sido retirada do cargo de vice-procuradora-geral da República , por ordem do procurador-geral, Roberto Gurgel. O afastamento ocorreu em meio a divergências entre os dois no que se refere justamente à polêmica levantada pelo projeto sobre as novas legendas, de autoria do deputado Edinho Araújo (PMDB-RJ). O texto, que restringe o acesso a fundo partidário e tempo de TV para siglas que não tenham representação na Câmara, teve sua tramitação barrada por uma liminar concedida pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes. Deborah Duprat manifestou-se publicamente contra a interferência no Legislativo, apontando o caso como um “importante e perigoso precedente”.

Oficialmente, os ministros do Supremo se dizem contra a usurpação de Poderes e afirmam que várias decisões polêmicas não resultam em atos legislativos disfarçados de decisões judiciais. Mas eles também não negam que existem, em várias normas, “vácuos legislativos”, que criam a necessidade de normatização por parte do Supremo. Também existe um entendimento cristalizado na Corte de que qualquer alteração na interpretação de uma lei somente ocorre em casos em que “há flagrante desrespeito ao devido processo legislativo ou aos direitos e garantias fundamentais”.

Há, entretanto, dentro do Supremo, jurisprudência para a interrupção de tramitação de projetos de lei. Nos últimos dez anos, sete projetos de lei foram barrados no STF ainda na fase de elaboração.

“Se é certo que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal reconhece a possibilidade de avançar na análise da constitucionalidade da administração ou organização interna das Casas Legislativas, também é verdade que isso somente tem sido admitido em situações excepcionais em que há flagrante desrespeito ao devido processo legislativo ou aos direitos e garantias fundamentais”, afirmou o ministro Gilmar Mendes, no mandado de segurança que interrompeu a tramitação do projeto de Edinho Araújo.

Entre os próprios ministros, não existe clareza em quais casos são adotadas posturas mais “garantistas” (quando há uma interpretação inequívoca da Constituição e de respeito às instituições) ou mais progressistas. Os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Teori Zavascki e Dias Toffoli são mais garantistas. Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Marco Aurélio de Mello são mais progressistas. O ministro Luís Barroso, que assumirá no dia 26, também tem uma postura mais garantista, de íntegro respeito aos trâmites legislativos.

O ministro Lewandowski, por exemplo, durante o julgamento do mensalão, foi contra a cassação automática de mandato de parlamentares condenados pela Corte. Mas, no ano passado, durante o julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relacionada à criação do PSD, partido criado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, ele teve uma postura progressista. A ação pretendia impedir que novos partidos tivessem maior acesso ao tempo de TV, com base nas bancadas atuais e não nas bancadas eleitas. Lewandowski determinou que novos partidos deveriam ter direito ao tempo maior, com base em suas bancadas.

Governo anuncia investimentos de mais de R$ 39 bilhões para a agricultura familiar

A partir da próxima safra, a agricultura familiar vai contar com recursos de R$ 39 bilhões destinados ao conjunto de medidas do governo federal para o setor. O Plano Safra 2013/2014, lançado nesta quinta-feira (6) pela presidenta Dilma Rousseff, e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas, em Brasília (DF), aprimora a política para o campo e promove o desenvolvimento. “Queremos ampliar a capacidade de investimento na agricultura familiar, para aumentar a produtividade, a tecnologia, a renda e a produção de alimentos”, afirma Pepe.

O Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), principal fonte de crédito de custeio e investimento dos produtores, terá recursos de R$ 21 bilhões – uma expansão de mais de 400% desde 2003.

O lançamento para a safra 2013/2014 marca os dez anos do Plano para a agricultura familiar. Nesse período, a renda da agricultura familiar cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. O segmento é responsável por 84% dos estabelecimentos rurais do País; 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e por empregar 74% da mão de obra no campo.

Durante o lançamento do Plano Safra para a agricultura familiar, o governo federal anunciou a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). A parceria da agência com a Embrapa vai ampliar o número de famílias produtoras atendidas e qualificar a assistência técnica. “A ideia é fazer algo que nunca aconteceu no Brasil: aproximar a pesquisa  agropecuária à extensão rural”, ressaltou Vargas.

Novidades do Pronaf
No Plano Safra 2013/2014, o Pronaf inova mais uma vez e chega aos agricultores com condições ainda melhores. A primeira mudança é na ampliação do limite para o enquadramento no programa. As famílias com renda de até R$ 360 mil no último ano poderão contratar o crédito e, assim, investir na produção.

Para o custeio, os limites de financiamento passaram de R$ 80 mil para R$ 100 mil, com taxa de juro menor que a praticada na safra passada: 3,5%. Vale lembrar que o Plano Safra 2012/2013 negativou os juros, ou seja, todas as taxas estavam abaixo da inflação (4%).

Para a linha de investimento, o limite também mudou. A partir de julho deste ano, os agricultores poderão contratar até R$ 150 mil por operação. Para as atividades que necessitam de maior mobilização de recursos, como a suinocultura, a avicultura e a fruticultura, o valor para o investimento mais que duplica: passa a ser de R$ 300 mil. Para os investimentos feitos em grupo, o valor chega a R$ 750 mil.

PAA

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) também tem inovações. Para a próxima safra, o governo disponibilizou o total de R$ 1,2 bilhão em compras da agricultura familiar (MDA e MDS) e ampliou o limite de aquisição anual por família, que saltou de R$ 4,5 mil para R$ 5,5 mil. Para aquelas ligadas às cooperativas, passou de R$ 4,8 mil, na última safra, para 6,5 mil, anualmente. Quando os projetos de venda forem formados por ao menos 50% dos cooperados com perfil de pobreza e quando os produtos forem exclusivamente orgânico, agroecológicos ou da sóciobiodiversidade, o limite de venda por família passa a ser de R$ 8 mil.

Na última safra, o governo federal criou a modalidade Compra Institucional, que se juntou às outras modalidades já praticadas, que são: Formação de Estoque, Compra Direta, Compra Direta com Doação Simultânea e Incentivo à Produção e ao Consumo de Leite.

Pnae
Para que a escola tenha uma merenda mais saudável, o governo federal reservou R$ 1,1 bilhão para a compra de produtos da agricultura familiar. Por meio da aquisição de, no mínimo, 30% dos recursos destinados à alimentação, repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), os municípios brasileiros estimulam a agricultura familiar a produzir cada vez mais.

Garantia de preços
Outra medida importante do governo federal para a agricultura familiar é a garantia de preços. O Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF) assegura desconto no pagamento do financiamento às famílias agricultoras que acessam o Pronaf Custeio ou o Pronaf Investimento, em caso de baixa de preços no mercado. Para esta ferramenta estão disponíveis R$ 33 milhões.

Na safra 2013/2014, o Programa poderá garantir um valor maior para determinados produtos definidos pelo governo federal para assegurar maior renda e estímulo à ampliação da produção de produtos estratégicos para o abastecimento do mercado interno.

A medida estimula a produção da agricultura familiar, ampliando a oferta de alimentos com estabilidade de preços para o consumidor.

O governo federal vai ampliar ainda a proteção de preço de mais de 50 culturas entre elas o arroz longo fino em casca, o cará e o feijão.

Seguros
Além de facilitar o acesso ao crédito, o governo federal também aperfeiçoou as ferramentas que dão segurança aos produtores rurais. Para a próxima safra o Seguro da Agricultura Familiar (Seaf) vai receber R$ 400 milhões. O mecanismo de prevenção é disponibilizado aos agricultores que contratam financiamentos de custeio e investimento agrícola do Pronaf. A adesão é automática e permite a cobertura da parcela do financiamento.

Outra ferramenta para a garantia de renda dos agricultores familiares é o Garantia-Safra – ação voltada para a área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), majoritariamente semiárida.

Para a safra 2013/ 2014 o número de cotas para o programa será ampliado para 1,2 milhão de famílias. Em caso de perdas de pelo menos 50% da produção, essas famílias poderão receber o benefício, que nesta safra recebeu o montante de mais de R$ 980 milhões.

Meio Ambiente: Programa Assentamentos Verdes é apresentado em oficina do Incra no Maranhão

Na semana do meio ambiente, a Superintendência Regional do Incra no Maranhão realiza até esta quinta-feira (7), a oficina sobre o Programa “Assentamentos Verdes.” A oficina é realizada na sede da Superintendência, no bairro do Anil, e tem como público os servidores da autarquia.

O Programa “Assentamentos Verdes”, também é denominado de Plano de Prevenção, Combate e Alternativas ao Desmatamento Ilegal em Assentamentos da Amazônia Legal (PPCADI) e foi criado em novembro de 2012. O objetivo do programa é a execução integrada de ações do Incra/MDA com instituições parceiras públicas e privadas e com movimentos sociais do campo que visem prevenir, combater, e executar alternativas ao desmatamento ilegal em assentamentos de reforma agrária na Amazônia Legal.

Todas as Superintendências do Incra que atuam nos Estados situados na Amazônia Legal, como Maranhão, Pará, Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá, Acre, Mato Grosso, Tocantins e Goiás integram o Programa que será executado até 2015. No Maranhão a oficina está sendo ministrada pela engenheira agrônoma, Anida Dominici, que também é chefe do Serviço de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Incra-MA. De acordo com Anida, serão incluídos 44 projetos de assentamento maranhenses no Programa Assentamentos Verdes, com ações orientadas em quatro eixos: valorização de ativos ambientais e de atividades produtivas; a recuperação de passivos ambientais com geração de renda e segurança alimentar para as famílias; a regularização fundiária e ambiental via Cadastro Ambiental Rural (CAR), por unidade familiar; além do monitoramento e controle ambiental.

Na avaliação do superintendente regional do Incra-MA, José Inácio Rodrigues, a realização da oficina contribui para reforçar ainda mais as ações voltadas a preservação ambiental nas áreas com desmatamento, especialmente no estados da Amazônia Legal, onde a questão ambiental torna-se prioridade. “Pesquisas apontam uma redução na taxa de desmatamento nas áreas de assentamento na região da Amazônia Legal. Isso demonstra que estamos no caminho certo, quando investimos em ações ambientais.A oficina reforça este compromisso e tenho certeza que iremos ainda avançar muito mais neste aspecto”, comentou.

Assistência Técnica
Em comemoração ao Dia do meio ambiente a Associação Agroecológica Tijupá, empresa que presta assistência técnica nos assentamentos do Incra-MA, está realizando esta semana oficina com diversas atividades voltadas à preservação do meio ambiente para as crianças e jovens das escolas do PA Pedra Suada, no município de Cachoeira Grande.