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O adeus de Gushiken, um dos construtores do PT

Os telefonemas para o quarto de Luiz Gushiken, no Hospital Sirio Libanes, são atendidos por sua esposa. Com voz cansada, transmite os recados para o marido e seleciona as visitas que ainda irá receber.

Gushiken ministra, ele próprio, as doses de morfina para diminuir a dor e poder manter suas últimas conversas com amigos.

Ontem, segundo a jornalista Mônica Bérgamo, reuniu-se com José Dirceu, Aloizio Mercadante e dirigentes sindicais, fez um balanço de sua vida e do PT e considerou o julgamento do “mensalão” uma fase heróica, colocando o partido sob “um ataque sem precedentes”.

Dirigente sindical, Gushiken teve papel central na defesa dos fundos de pensão contra os prejuízos causados pelo acordo com o Banco Opportunity, de Daniel Dantas. Foi alvo de campanha implacável na mídia, com denúncias frequentes – e jamais comprovadas – sobre o uso das verbas da Secom. Fora do poder, sua casa sofreu ataques suspeitos e chegou a ser incluído na AP 470 pelo procurador geral Antonio Fernando de Souza – que, posteriormente, já aposentado, ganharia um megacontrato da Brasil Telecom, controlada pelo banqueiro e que entrou na criação da Oi-Telemar.

Seu nome foi retirado da ação pelo relator Joaquim Barbosa.

Como Secretário de Comunicação do governo Lula, Gushiken não chegou a ser um executivo operacional, mas sempre esteve aberto às boas ideias. Partiu dele a criação do Projeto Brasil 2020, visando instituir uma área de discussões acadêmicas sobre o Brasil. Antes da eleição de Lula, teve participação ativa no Instituto da Cidadania, que inaugurou as grandes discussões do partido sobre temas nacionais.

Entra para a história como um dos construtores do PT.

Da Coluna de Mônica Bérgamo

Gushiken, em estado grave, chama Dirceu, Genoino e Mercadante em hospital

Luiz Gushiken, ex-ministro da Comunicação de Lula, chamou amigos para visitá-lo no hospital Sírio-Libanês. Internado em estado grave por causa de um câncer, mas lúcido, ele próprio ministrava as doses de morfina para controlar a dor e decidia quando ficava acordado para conversar com os antigos companheiros.

JULGAMENTO
José Genoino o visitou na quarta. Na noite de quinta, Gushiken reuniu em seu quarto José Dirceu, Aloizio Mercadante e dirigentes sindicais como o presidente da CUT, Vagner Freitas. Calmo, fez um balanço de sua vida e do PT. Segundo um dos presentes, disse que o julgamento do mensalão é uma “fase heroica” do partido, que em sua opinião estaria sofrendo um ataque sem precedentes.

LIÇÃO
De acordo com a mesma testemunha, Gushiken deu uma “lição de política e uma aula sobre a vida. Demonstrou não ter mágoa, tristeza nem remorsos”. No fim da visita, emocionados, todos tiraram fotos ao lado do ex-ministro. Um cinegrafista registrou toda a cena para um documentário que está fazendo sobre Gushiken.

Livro compila escândalos da era FHC

O autor, o jornalista Palmério Dória, diz que o livro não é sobre o ex-presidente, mas sobre o “esquema” Fernando Henrique Cardoso

Foi o nebuloso processo de privatizações e não a estabilidade econômica alcançada por meio do Plano Real “a primeira e inesquecível marca do governo FHC”. A conclusão é do jornalista Palmério Dória logo nas primeiras páginas do livro “O Príncipe da Privataria”, lançado na semana passada pela Geração Editorial.

A conclusão acima exemplifica o tom impresso nas 399 páginas: uma compilação de escândalos públicos e privados dos oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso , com destaque especial para a compra de votos que viabilizou a aprovação no Congresso Nacional, em 1997, da emenda constitucional que garantiu a reeleição de FHC no ano seguinte.

Pela primeira vez o ex-deputado pelo PP do Acre e hoje influente empresário Narciso Mendes admite ser o Senhor X, personagem criado pelo jornalista Fernando Rodrigues, da “Folha de S. Paulo”, na série histórica de reportagens que revelou o esquema de compra de votos capitaneado pelo ex-ministro da Comunicação Sérgio Mota.

A identidade secreta do Senhor X era há algum tempo um “segredo de polichinelo”, segundo o próprio Dória. A novidade é que Mendes assumiu a autoria das gravações com os três ex-deputados acreanos que admitiram ter recebido R$ 200 mil cada para votar a favor da reeleição e embasaram a série de reportagens da “Folha”.

Segundo Dória, Mendes decidiu se revelar depois de um problema de saúde. A revelação, espécie de âncora do livro, também aconteceu pouco depois de o filho do ex-deputado, o empreiteiro Narciso Mendes Jr., ser preso em uma operação da Polícia Federal por suspeita de fraudar licitações no Acre, em maio deste ano.

Figura controversa no cenário político e empresarial acreano, Narciso Mendes é dono do jornal “O Rio Branco” que em 1989 estampou a manchete “PT sequestra Abílio Diniz” e teve o nome envolvido em um suposto plano para assassinar o então governador Jorge Viana (PT). Hoje, segundo o livro, Mendes é aliado do atual governador Tião Viana (PT), irmão de Jorge.

A compra de votos para a reeleição de FHC, no entanto, ocupa apenas dois capítulos e pouco mais de 30 páginas do livro.

Desde 2000, quando integrou a equipe de “Caros Amigos” que revelou a existência de um filho do ex-presidente com uma jornalista da TV Globo (recentemente colocada em dúvida por um exame de DNA), Palmério Dória vasculha o governo tucano.

No livro, ele usa dados colhidos ao longo de anos para preencher lacunas de uma história cujos pilares são reportagens publicadas em grandes veículos como “Veja”, “IstoÉ”, “O Estado de S, Paulo”, “O Globo”, além da “Folha”, que noticiaram fartamente as suspeitas de irregularidades no governo tucano, anos antes do escândalo do mensalão.

“Não é um livro sobre a história de FHC mas sobre a história do esquema FHC”, disse o autor ao iG .

Dória traz detalhes e depoimentos inéditos sobre o relacionamento do ex-presidente com a jornalista Miriam Dutra, a operação midiática para abafar o caso, a construção da candidatura, os negócios suspeitos de Paulo Henrique Cardoso, denúncias de caixa dois de campanhas, a montagem do Instituto Fernando Henrique Cardoso na sede do antigo Automóvel Club de São Paulo, os acordos do tucano com a Casa Branca e, principalmente as privatizações.

Neste ponto o livro remete a “Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., publicado pela mesma Geração Editorial em 2011 e citado no prefácio de “O Príncipe da Privataria”.

A principal diferença é que enquanto “Privataria Tucana” focava no ex-governador José Serra, os protagonistas livro de Dória são Sérgio Mota e o próprio FHC.

O publisher da Geração, Luiz Fernando Emediato, diz que foi pressionado por interlocutores do ex-presidente para engavetar a nova publicação.

Procurado por meio da assessoria de imprensa do Instituto FHC, o ex-presidente se recusou a comentar o assunto. Em conversas reservadas tucanos próximos ao ex-presidente consideram “O Príncipe da Privataria” mais uma “peça de propaganda do PT” recheada de histórias “requentadas”, publicada às vésperas do julgamento dos embargos do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal e um ano antes da eleição presidencial.

Palmério Dória nega enfaticamente a alcunha de petista. “O único ‘ista’ que aceito é jornalista. Se o livro vai ser explorado ou não, é outra história”, afirmou.

Para o autor, a publicação pode trazer contribuições para o debate sobre a reforma política ao revelar a fórmula histórica de barganha entre governos e parlamentares. “A reforma é o único jeito que existe. Não tem outra saída”, disse ele.

Segundo Dória, não foi preciso ouvir Fernando Henrique para escrever o livro. “Ele é mimoseado pela imprensa e pela mídia. Em nenhum momento pensei em ouvir Fernando Henrique. Este livro tem um ponto de vista e uma linha”, afirmou.

“O Príncipe da Privataria” terá um lançamento nesta terça-feira no Instituto Barão de Itararé e outra na livraria Saraiva do shopping Pátio Paulista, ironicamente no dia 10 de setembro, um dia depois da posse de Fernando Henrique na Academia Brasileira de Letras.

“Não estou articulando nada por vaga no TCE”, diz Washington Oliveira

O vice-governador do Estado, Washington Oliveira (PT), garantiu em entrevista exclusiva ao titular do blog que não tem feito qualquer esforço no sentido de conseguir uma indicação pra o Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Maranhão. A Corte terá uma vaga em aberto no final de outubro, devido à aposentadoria compulsória do conselheiro Yêdo Flamarion Lobão. O posto será preenchido em votação na Assembleia Legislativa.

O nome do petista é citado informalmente porque faria parte de uma articulação para garantir uma saída da governadora Roseana Sarney (PMDB), em março do ano que vem, para a disputa pelo Senado em 2014 – caso não haja cassação do mandato -, embora a própria peemedebista já tenha descartado, oficialmente, interesse na cadeira a ser disputada após o fim do mandato do senador Epitácio Cafeteira (PTB).

Ao blog, Washington descartou qualquer movimentação pela vaga. E acrescentou: não está trabalhando, também, por uma candidatura à Câmara Federal, outra especulação recorrente no meio político.

“Não estou articulando nada por vaga no TCE, nem candidatura de deputado federal, estou focado, agora no PED [Processo de Eleições Diretas do Partido dos Trabalhadores]. Nosso foco é a unidade do partido”, declarou.

Segundo ele, também não partiu do Palácio dos Leões qualquer iniciativa sobre a possibilidade de ele disputar a cadeira na Corte de Contas estadual. “Nunca conversaram nada comigo. Por enquanto, só o que se tem são essas especulações. Tudo o que sei sobre o assunto, vejo na imprensa, nos blogs”, resumiu.

Disputa

Oficialmente, já declararam interesse em disputar a vaga em outubro dois deputados estaduais: César Pires (DEM) e Rogério Cafeteira (PMN). O consultor de Orçamento da Assembleia Legislativa Flávio Olímpio Neves também já declarou o desejo de entrar na luta pela vaga da Casa no TCE.

O assunto foi amplamente debatido no início do ano, e voltou à tona esta semana. Tanto César Pires quanto Rogério Cafeteira reafirmaram interesse na vaga. “A campanha continua firme. Tenho conversado com os colegas deputados e feito minha busca de votos da maneira que creio conveniente”, disse o democrata.

Para Cafeteira, existe um jogo de interesse em torno da disputa, mas ele diz acreditar que a decisão é fundamentalmente da consciência de cada parlamentar. “Cada deputado tem sua consciência, tenho conversando com os deputados e demonstrado meu interesse, mas uma candidatura só será realmente lançada se ficar confirmado que a vaga é mesmo da Assembleia e não do Ministério Público de Contas, porque eu mesmo tenho minhas dúvidas”, declarou.

O vice-presidente da Assembleia Legislativa, Max Barros (PMDB), nunca se pronunciou publicamente sobre uma possível candidatura, mas tem o nome corriqueiramente citado nos bastidores como um dos postulantes ao posto.

Fonte: Blog Gilberto Léda

Inácio Rodrigues se reúne com vereador Allan de Jesus encaminha medidas para beneficiar trabalhadores rurais de Itinga/MA

Em reunião realizada hoje a tarde na sede da Superintendência Regional do Incra no Maranhão o Superintendente do Incra no Maranhão, Inácio Rodrigues e o vereador Allan de Jesus( PT), integrante da CâmaraMunicipal de Itinga foram encaminhadas as medidas para atender as reivindicações levadas pelo vereador na condição de representantes de comunidades da Zona Rural de Itinga

As reivindicações apresentadas por Allan de Jesus e foram a implantação do sistema simplificado de distribuição de água para as comunidades Km 68, Horizonte Azul, Açaizal, Alto Alegre do Ipui, Novo Mundo Rural, Nova Vitória, Boa Vista, Vale do Ipê, Chapadão do Agostinho; A reforma das unidades habitacionais nas comunidades de Boa Vista, Vale do Ipê, Bandeirantes, Água Fria, Nova Vitória, Santa Helena, Alto Alegre do Ipui, Novo Mundo Rural, Arara Azul, Santa Luzia, Açaizal e Maranhão do Sul

Outra reivindicações apresentadas na reunião e que tiveram também encaminhamento foram a construção de unidades habitacionais no PA Oziel II( Bom Sossego) e priorização de todas as comunidades citadas pelo vereador na reunião para receberem projetos do Pronaf A, B. e C.

Também foi pedido e atendido o encaminhamento da liberação da terceira parcela de convênio para construção da estrada da Zona Rural do município de Itinga no valor de 666 mil ,além de ter sido feito o pedido da entrega de uma motoniveladora (Patrol) e de uma retroescavadeira para a cidade de Itinga.

Dilma recupera parte da popularidade perdida

Segundo instituto, aprovação da presidenta subiu seis pontos percentuais desde o mês de junho, quando os protestos tomavam o país

A presidenta Dilma Rousseff recuperou parte da popularidade perdida desde o mês de março deste ano. Segundo pesquisa do instituto Datafolha divulgada neste sábado 10, ela recuperou seis pontos percentuais desde o final de junho, enquanto os protestos tomavam as ruas do país e ela tinha sua popularidade mais baixa desde o início do seu mandato. O índice daqueles que consideram seu governo ótimo ou bom passou de 30% para 36%.

Na pesquisa feita no final de junho, a aprovação da presidenta havia caído 35 pontos percentuais desde que atingiu sua melhor marca –em março deste ano, com 65%. O índice dos que consideram o governo ruim ou péssimo oscilou de 25% para 22%. Aqueles que acreditam que o governo é regular foram de 43% para 42%. Foram entrevistadas 2.615 pessoas entre quarta-feira 7 e sexta-feira 9, em 160 cidades.