Em nota, PT se posiciona pela neutralidade em São Luís

NOTA À SOCIEDADE DE SÃO LUIS

Em relação ao 2º turno das eleições municipais de São Luís, o Partido dos Trabalhadores (PT) vem a público comunicar que:

1. O PT sai fortalecido das eleições municipais em São Luís, consolidou o nome de Washington como liderança política, retomou sua representação na Câmara de Vereadores, além de ter contribuído para a construção de um amplo campo político na cidade.

2. O candidato Washington, cumpriu um papel importante de representar legitimamente o PT na perspectiva de viabilizar projetos e programas em parcerias com os Governos Federal e Estadual. O Partido dos Trabalhadores fez uma campanha limpa, propositiva e sustentada em um programa democrático-popular para São Luís.

3. Nesse sentido, o PT compreende que as duas candidaturas postas para a disputa do 2º turno da eleição não atendem ao projeto político e de sociedade apresentado pelo Partido dos Trabalhadores na campanha.

4. Por isso, o PT e o candidato Washington, em total consonância com a Direção Nacional do partido, não apoiarão nenhum dos dois candidatos no pleito de 28 de outubro.

São Luís (MA), 08 de outubro de 2012.

Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores

PT aumenta número de prefeituras no país

O resultado final do primeiro turno das eleições mostra que, entre os grandes partidos, apenas PT e PSB conseguiram aumentar o número de prefeituras no Brasil, em relação aos eleitos em 2008.

O PSB foi o que teve maior crescimento: 40%. Saiu de 310 prefeitos em 2008 para 436 agora– e disputa o segundo turno em outras seis cidades: Fortaleza (CE), Cuiabá (MT), Campinas (SP), Porto Velho (RO) e Uberaba (MG).

Já o PT cresceu 12%, indo de 558 prefeituras para 624. O partido, porém, é o que disputa o maior número de municípios em segundo turno: 22.

Os petistas continuam na briga em Rio Branco (AC), Vitória da Conquista (BA), Fortaleza (CE), Montes Claros (MG), João Pessoa (PB), Niterói (RJ), Diadema (SP), Guarulhos (SP), Mauá (SP), Santo André (SP), Salvador (BA), Contagem (MG), Juiz de Fora (MG), Cuiabá (MT), Cascavel (PR), Maringá (PR), Ponta Grossa (PR), Petrópolis (RJ), Pelotas (RS), Campinas (SP), São Paulo (SP) e Taubaté (SP).

Todos os demais grandes partidos elegeram menos prefeitos agora do que na última eleição. O que mais perdeu foi o DEM, que caiu de 495 para 271. Em compensação, o PSD, que saiu de um racha do Democratas e disputou agora sua primeira eleição, fez 493 prefeitos e já é a quarta maior legenda em número de prefeituras, atrás apenas do PMDB, do PSDB e do PT.

PMDB e PSDB, embora continuem com o maior número de cidades entre todos, saíram menores das urnas ontem. Os tucanos, seguindo uma tendência que vem desde 2008, recuaram de 791 municípios para 689. Já os peemedebistas caíram de 1.204 para 1.019.

Entre os que permanecem disputando no segundo turno, além de PT (22 candiadatos) e PSB (6), estão PSDB (17), PMDB (16), PDT (8), PSD (5), PCdoB (4), PP (4), PR (3), PPS (3) PTB (2), DEM (2), PV (2), PSOL (2) e PRB, PTC, PSC e PRTB (todos com um cada).

Veja abaixo como ficou o quadro de prefeituras no país em relação aos grandes partidos:

PMDB – 1.019 eleitos, 16 no segundo turno (1.204 em 2008)

PSDB – 689 eleitos, 17 no segundo turno (791 em 2008)

PT – 624 eleitos, 22 no segundo turno (558 em 2008)

PSD – 493 eleitos, 5 no segundo turno

PP – 463 eleitos, 4 no segundo turno (554 em 2008)

PSB – 436 eleitos, 6 no segundo turno (310 em 2008)

PDT – 308 eleitos, 8 no segundo turno (351 em 2008)

PTB – 293 eleitos, 2 no segundo turno (415 em 2008)

DEM – 271 eleitos, 2 no segundo turno (495 em 2008)

PR – 271 eleitos, 3 no segundo turno (384 em 2008)

PPS – 118 eleitos, 3 no segundo turno (130 em 2008)

Dados do TSE

Debate se torna a maior expectativa das eleições em São Luís e pode definir segundo turno

Da coluna Estado Maior

Cada candidato se prepara à sua maneira para o debate da TV Mirante, na próxima quinta-feira. Abaixo, o perfil de cada um para o programa:

João Castelo (PSDB): é o mais experiente dos candidatos, acostumado a debates de todos os tipos. Deverá utilizar esta experiência para controlar o debate. Mas é também explosivo e irritadiço, e pode perder o controle diante de questionamentos mais incisivos.

Washington Luiz (PT): o vice-governador também tem experiência em debates públicos, após longa carreira no sindicalismo e na militância político-partidária. Vai procurar fazer o contraponto com João Castelo e com o candidato do PTC, Edivaldo Holanda Júnior (PTC).

Holanda Júnior (PTC): é o mais inexperiente dentre os candidatos. Foi vereador sem muita participação no debate político e é deputado federal também sem maiores participações em plenário. Tem treinado diariamente para enfrentar a tensão do programa.

Eliziane Gama (PPS): jornalista, a deputada estadual tem controle absoluto diante das câmeras e preparo como questionadora. Sua posição de franco-atiradora pode favorecer-lhe em uma polarização entre Castelo e Holanda Júnior.

Tadeu Palácio (PP): o ex-prefeito também tem experiência em debates e familiaridade com as câmeras. Mas também é explosivo, a ponto de demonstrar estado de tensão e nervosismo diante de algumas situações. Deve provocar bastante.

Haroldo Saboia (PSOL): é a grande incógnita do debate. Único representante da ultra-esquerda, não deixou claro se partirá para o confronto contra todos os demais candidatos ou se adotará a postura mais light, que vem usando nas entrevistas.

É com este perfil que os seis adversários se enfrentarão no debate da TV Mirante.

Morre aos 95 anos o historiador Eric Hobsbawm

O historiador britânico Eric Hobsbawm morreu nesta segunda-feira (1) aos 95 anos em um hospital de Londres, informou sua família. Ele sofria de pneumonia.

O intelectual marxista é considerado um dos maiores historiadores do século XX e escreveu “A era das revoluções”, “A era do capital”, “A era dos impérios”, “Era dos extremos”, “Sobre história social do jazz”, entre outras obras.

Hobsbawm nasceu de um família judia em Alexandria, Egito, em 1917. Ele cresceu em Viena, Áustria, e Berlim, Alemanha, e se mudou para Londres, Inglaterra. Ele em 1933, obtendo a cidadania inglesa. O historiador se filiou ao Partido Comunista da Inglaterra em 1936.

Ele estudou no King’s College de Londres e começou a dar aula na Universidade de Birkbeck em 1947, mais tarde tornando-se presidente da instituição.
Em 1962, ele publicou o primeiro de três volumes sobre o que chamou de “o longo século XIX”, cobrindo o período entre 1789, ano da Revolução Francesa, e 1914, começo da I Guerra Mundial. O volume seguinte, “Era dos extremos”, retratou a história até 1991, o fim da União Soviética.

De acordo com o jornal britânico “The Guardian”, ele tem um livro em revisão a ser publicado em 2013.

Ele veio ao Brasil em 2003 participar da primeira edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), evento do qual foi estrela.

Fonte: G1

TSE reafirma que competência para julgar prefeitos é da Câmara

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou definitivamente a discussão e decidiu, na sessão de terça-feira (25), que é das Câmaras Municipais a competência para julgar contas de prefeitos e ex-prefeitos – a decisão  faz cair por terra o entendimento de que os TCEs poderiam  também tornar inelegívies os gestores e ex-gestores com contas rejeitadas pelas cortes de contas.

O entendimento foi reafirmado durante o julgamento do registro de candidatura de Sandoval Cadengue de Santana ao cargo de prefeito de Brejão, no agreste pernambucano. Ele teve a candidatura deferida pelo TSE.

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) já havia liberado a candidatura, mantendo a sentença de primeiro grau, apesar de o Tribunal de Contas do Estado ter rejeitado as contas de Sandoval, referentes a 2001 e 2004, quando o candidato foi prefeito municipal.

O Tribunal Regional concluiu, seguindo a linha do TSE, que a competência do julgamento das contas do prefeito é da Câmara Municipal e, dessa forma, não havendo, no caso, decisão da Câmara de Vereadores rejeitando as contas, o candidato não estaria inelegível.

A corte local havia se baseado na alínea g do artigo 1º da Lei das Inelegibilidades (LC 64/90), modificada pela Lei da Ficha Limpa (LC 135/10). Essa alínea considera inelegíveis os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, para as eleições que se realizarem nos oito anos seguintes, contados a partir da data da decisão.

Com a decisão, pelo menos em tese, não se deve mais discutir o assunto, pelo menos nas eleições deste ano.