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Mary Ferreira fala da participação da mulher no poder e na política

Entrevista Exclusiva

Por Waldemar Terr (Repórter de Política) / waldemarter.com.br – wter.blog.uol.com.br

A professora Maria Mary Ferreira, doutora em Sociologia e graduada em Biblioteconomia, pela Universidade Federal do Maranhão (Ufma), participa e está à frente da coordenação do lançamento de dois livros que tratam do papel da mulher, ‘Conhecimento Feminista e Relações de Gênero no Norte e Nordeste’ e ‘Gênero, Política e Poder: participação das mulheres nos espaços de poder no Norte e Nordeste’.

‘Observa-se que, ao longo da construção da democracia no Brasil há uma maior presença de mulheres no poder nas regiões Norte e Nordeste. Veja que a 1ª senadora brasileira é amazonense. A primeira mulher a assumir o cargo de governadora foi no Amapá, a segunda foi no Maranhão e nos últimos anos o Nordeste tem se destacado por estar mais afeito às mulheres no espaços de poder’, avalia.

A seguir a entrevista da professora Mary Ferreira, que possui também mestrado em Políticas Públicas, pela Universidade Federal do Maranhão (1999); fez estágio doutoral na Universidade de Coimbra em Portugal; foi diretora do Arquivo Público Municipal de São Luís e da Biblioteca Pública Benedito Leite e, atualmente, é professora adjunta da Ufma, do Departamento de Biblioteconomia.

É ainda autora de vários livros entre os quais As caetanas vão à luta: feminismos e políticas públicas (2007); Os bastidores da tribuna: mulher, política e poder no Maranhão (2010) ambos editados pela EDUFMA e organizadora dos livros: Mulher, gênero e políticas públicas (1999), Conhecimento feminista e relações de gênero no Norte e Nordeste (2012) e Gênero, política e poder (2012).

Jornal Pequeno – Qual a principal proposta do livro ‘Conhecimento Feminista e Relações de Gênero no Norte e Nordeste’?

Maria Mary Ferreira – Diria que o livro tem dois objetivos principais: Tirar da invisibilidade os estudos que envolvem a temática mulher e relações de gênero e ao mesmo tempo socializar conhecimentos de pesquisadoras do Norte e Nordeste no campo dos estudos de gênero a fim de repensar a mulher na sociedade a partir de diferentes temáticas: educação, violência, saúde, trabalho, cultura e identidade, comunicação e literatura. A leitura do livro nos permite compreender as problemáticas que envolvem as mulheres nestas duas Regiões, que embora não seja tão diferente das outras regiões brasileiras é possível compreender algumas singularidades que marcam a cultura das mulheres nestas duas localidades.

JP – O que levou a realizar o livro ‘Gênero, Política e Poder: participação das mulheres nos espaços de poder no Norte e Nordeste’?

MMF – Observa-se que ao longo da construção da democracia no Brasil há uma maior presença de mulheres no poder nas Regiões Norte e Nordeste. Veja que a 1ª senadora brasileira é amazonense. A primeira mulher a assumir o cargo de governadora foi no Amapá, a segunda foi no Maranhão e nos últimos anos o Nordeste tem se destacado por estar mais afeito às mulheres no espaços de poder. Existem pouquíssimos estudos analisando o problema sub-representação feminina na política e quando analisam o fazem de forma preconceituosa naturalizando a ausência. Outro ponto importante que refletimos neste livro é a permanência da desigualdade de gênero na política. Vivemos uma sociedade conformada com os dados eleitorais que a cada ano se repetem, não há questionamentos por parte da sociedade para o não cumprimento das cotas, os partidos preferem dizer que as mulheres não querem se candidatar. Não consideram que a permanência do patriarcado nas instituições sociais é um fator que afasta as mulheres dos partidos e este por sua vez não criam mecanismos de inclusão.

JP – Como foi feita a seleção dos textos para os livros e datas de lançamentos?

MMF – Faço parte da Rede Feminista Norte e Nordeste de Estudos e Pesquisas Sobre a Mulher e Relações de Gênero – Redor que bianualmente promove encontros de pesquisadoras oportunizando troca de experiências e apresentação de trabalhos acadêmicos. Esses trabalhos após serem apresentados são selecionados e após isso passam pela avaliação de um conselho científico para deliberar quais os que irão ser publicados. Em se tratando do livro gênero e política a escolha foi minha a partir de um diálogo com as/os autoras/es e considerando o contexto e o momento político. Veja que neste livro abordamos temas que falam de cotas, de financiamento de campanha, fazemos um balanço das eleições municipais de 2008, temas que considerei bastante pertinente para construir um amplo debate e compreender os porquês da pouca presença das mulheres na política formal.

JP – Qual o motivo das feministas defenderem o financiamento público das campanhas?

MMF – As eleições no atual contexto se tornaram uma competição desigual dada às interferências dos grandes grupos empresariais e dos meios de comunicação de massa que investem somas extraordinárias nas campanhas de candidatos que lhes são favoráveis. Nesse jogo de poder e de troca quem tem sido mais beneficiado são os grupos políticos que dominam há décadas o cenário nacional: PMDB, PSDB e anteriormente PFL, DEM. Na lógica atual os partidos pequenos terão muita dificuldade de alcançar patamares para competir igualmente. A mesma situação se percebe em relação às mulheres tendo em vista que a sociedade é patriarcal, temos muito mais dificuldades de arrecadar recursos que os homens. O financiamento público é uma das únicas alternativas de construir a igualdade de gênero na política e favorece eleições mais livres, e mais transparentes. Além disso, não se pode perder de vista que a forma como a política se estrutura no Brasil e em especial no Maranhão ela favorece a manutenção do poder a uma elite que há anos domina o Estado, favorece a mercantilizarão do voto e cria disputa baseada não em valores e posições políticas éticas, mas baseada na troca de favores e na manutenção de feudos políticos que mantêm municípios e populações subjugadas a líderes forjados pelo poder econômico.

JP – Explique, por favor, a razão de após quase um século de conquista do voto feminino as mulheres ainda terem tanta dificuldade para se elegerem ou até mesmo para se colocar como candidatas?

MMF – Porque o poder em diferentes contextos e situações ainda está nas mãos de uma minoria de homens e entre esses poderes estão os partidos político, local onde se realizam as disputas e se constrói as candidaturas. Os partidos alegam o desinteresse das mulheres de se candidatarem, aparentemente não há interesse por parte das mesmas em disputar uma eleição, porém, essa alegação não se justifica, já que tem municípios em que há forte presença de mulheres e elas têm demonstrando grande interesse de participar é o caso, por exemplo, de São Vicente Férrer (MA) que nas últimas eleições para prefeita foi disputado por duas mulheres e um homem. Outra dificuldade está relacionada à prática política machista de grande parte dos partidos que veem as mulheres apenas como ‘cabos eleitorais’ ou ‘animadoras de campanhas’ dos candidatos majoritários.

JP – No caso específico das últimas eleições, as mulheres ampliaram ou não a representação na política?

MMF – Ampliamos de forma muito tímida. Nas eleições de 2000 éramos 11,6%; nas eleições de 2004 passou para 12,7%; em 2008 diminui para 12,5% e nas eleições de 2012 ampliamos um para 13,3%. Diria que é insignificante a mudança. O que se conclui é que embora as cotas estejam sendo minimamente cumprida em alguns estados, (não é o caso do Maranhão onde a atuação do Judiciário tem sido praticamente nula) o resultado final das eleições apontam que não basta apenas a Lei das cotas, é necessário que de fato se encontre mecanismos que garanta a presença das mulheres nas instâncias dos partidos e que estes construam de fato a paridade.

JP – Uma coisa antiga é que as mulheres nunca conseguiram preencher a cota partidária de candidatas. O motivo é o desinteresse das mulheres pela política?

MMF – Não. O motivo é a forma como a sociedade se organizou e determinou papéis sexuais excluindo as mulheres dos espaços de decisão, confinando-a ao mundo doméstico. Essa organização social é reproduzida pelos partidos que continuam organizados de forma arcaica e inacessível para alguns segmentos. Observem os horários que os partidos marcam suas reuniões, assembleias, debates. Na maioria das vezes em horários incompatíveis a presença das mulheres, tendo em vista que são as mulheres que continuam assumindo grande parte das tarefas domésticas e o cuidado com as crianças. Por esta razão eu diria que mudar o atual quadro somente será possível quando se democratizar o espaço privado para que o espaço público seja reconstruído com a presença das mulheres.

JP – No Maranhão, a questão da falta de participação ativa das mulheres em movimentos sociais é mais grave?

MMF – Observo nos movimentos sociais no Maranhão uma forte presença feminina. Considero que as mulheres são maioria em praticamente todos os movimentos sociais: igrejas, sindicatos, estudantes, movimentos de bairros, movimentos pela moradia. Ou seja, em termos numéricos estamos em maior número eu diria de participação ativa também. Porém, o problema é que as mulheres ainda não estão completamente empoderadas e continuam delegando poder aos homens, porque a sociedade naturalizou o poder como sendo masculino. Lembro que no início da década de noventa quando participávamos do orçamento participativo no governo municipal de Jackson Lago havia um momento de eleição dos representantes das comunidades, onde era muito comum as mulheres elegerem homens sob a alegação que sabiam ‘falar melhor’, eram mais ‘desembaraçados’. O que falta na minha concepção é formação política para que asa mulheres se percebam como protagonistas.

JP – O que levou a senhora a escrever os livros ‘As Caetanas vão à luta: feminismo e políticas públicas no Maranhão’?

MMF – Este livro foi minha dissertação de mestrado. O livro nasceu da necessidade de refletir sobre a importância do movimento feminista no Maranhão na construção da identidade das mulheres e na luta por direitos e igualdade. Quando o Grupo de Mulheres da Ilha emergiu em São Luís em 1980 eu logo me identifiquei com o grupo e com as ideias feministas, tinha nessa época pouco mais de 20 anos. Considero que este grupo foi o responsável pela tomada de consciência das mulheres da mesma forma que considero que o Centro de Cultura Negra foi para a comunidade negra de São Luís, um espaço de fortalecimento da identidade negra. O livro traduz este movimento e mostra as conquistas obtidas em quase 20 anos de militância e os muitos frutos gerados por esta luta que entre outras cito a criação a Delegacia da Mulher e a criação de diversos organismos de proteção das mulheres maranhenses.

JP – E o livro ‘Os bastidores da tribuna: mulher política e poder no Maranhão’?

MMF – A história desta pesquisa e deste livro é bem curiosa, ele nasceu de uma frase meio provocativa de um amigo que me dizia: Mary o que as mulheres estão fazendo na política? O que elas estão legislando? Procurei então estudar o fenômeno e compreender primeiro a questão da ausência e a permanente exclusão. Depois procurei compreender as nuanças da ação parlamentar sob a perspectiva de gênero. O resultado desse estudo aponta que as mulheres nos três parlamentos que estudei: Congresso Português, Câmara de Vereadores de Araraquara São Paulo e Assembleia Legislativa maranhense elas são mais produtivas que os homens. No período estudado elas apresentaram mais projetos que os deputados e são mais atentas as questões sociais que os homens, mas sua atuação é invisível, pois atuam nos bastidores das comissões parlamentares, daí o título Os bastidores da tribuna.

JP – Qual a importância da Rede Feminista de Estudos e Pesquisa Mulher e Relações de Gênero?

MMF – Esta rede nasceu da necessidade das professoras e pesquisadoras do Norte e Nordeste de criar um espaço de discussão regional sobre gênero a fim de fortalecer os grupos existentes e estimular a criação de novos grupos nas universidades nestas duas regiões. Os esforços empreendidos a partir de então são percebidos nos encontros e nas produções acadêmicas produzidas pela Rede que refletem as ansiedades e desejos das pesquisadoras. Após 20 anos esta rede realizou 17 encontros regionais e publicou mais de 30 livros e mais de 500 artigos favorecendo desta maneira um grande debate nas universidades e rediscutindo o papel da mulher na sociedade. Sua importância está na articulação dos grupos de pesquisa e na difusão desta produção.

PT vai às ruas pela reforma política

A iniciativa do PT de ir às ruas para coletar assinaturas e mobilizar a população em torno da reforma política é um sinal importantíssimo do compromisso do partido com essa bandeira.

Ontem, o presidente do PT, Rui Falcão, disse que o partido vai lançar uma campanha de iniciativa popular, com bancas nas ruas, para coletar assinaturas pedindo avanços na reforma política. A ideia é envolver a sociedade o máximo possível.

Essa é uma questão fundamental para consolidarmos as estruturas democráticas brasileiras, apesar do ceticismo que acompanha o tema.

A reforma política é uma das principais bandeiras do PT, e é preciso de fato mobilizar não só os políticos e a nossa militância, mas o máximo de pessoas possível pela causa.

Entre os principais pontos da reforma, está o imprescindível financiamento público de campanha. Também estão incluídos o fim das coligações nas eleições proporcionais, a coincidência dos pleitos municipais e nacionais e a mudança no sistema de votação, com a adoção do chamado sistema belga, uma pequena alteração em relação ao sistema adotado hoje.

Classe cultural apoia Augusto Bastos para FUMC

No último dia 29 de novembro, no Grêmio Lítero da João Lisboa, um grupo de artistas, representantes da cultura popular, da cultura evangélica, das artes cênicas, das artes visuais, do artesanato, das culturas afro brasileiras, da dança, do livro, leitura e literatura, da música, do patrimônio material e imaterial do teatro, enfim, de todos os segmentos e áreas culturais da ilha, manifestaram o desejo de mudança nos rumos da gestão da cultura municipal de São Luis.

A ainda FUMC (Fundação Municipal de Cultura), que deverá ser transformada em Secretaria Municipal de Cultura na próxima administração de prefeito eleito Edivaldo Holanda Junior, vive uma intensa e ferrenha corrida ao seu posto máximo.

A classe cultural, temerosa com os nomes que surgiram no decorrer do processo, inclusive alguns que já passaram pela pasta e não deixaram saudades, lançou o nome do músico, maestro e produtor cultural Augusto Bastos, este tipo de movimento na cultura é inédito e pretende chamar a atenção de Holanda Jr. às reais necessidades da cultura de São Luís.

Augusto Bastos tem 48 anos e pertence a uma tradicional família de músicos com destaque a seu irmão Zé Américo Bastos, grande produtor de artistas de fama nacional e que recentemente ganhou o Grammy Latino pela produção do último cd de Dominguinhos. Augusto é graduado pela UFMA e pela UNIFOR de Fortaleza.

– Sempre tivemos no comando da cultura alguém imposto pelos mandatários e esta fórmula não dá certo. Caso eu seja lembrado como futuro secretário, irei implantar o Parlamentarismo Cultural, um fórum que irá se reunir todo mês onde discutiremos os problemas e os rumos da pasta, além de consolidar o sistema municipal de cultura (Conselho, Plano e Fundo Municipal de Cultura) e revitalizar a Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Tudo dentro da mais absoluta transparência. Disse Augusto Bastos.

Zé Américo, Augusto Bastos e Beto Pereir

Durante a solenidade, vários artistas manifestaram apoio a Augusto Bastos. As principais queixas da classe artística é a demora no pagamento de cachês, o “esquecimento” de algumas brincadeiras que simplesmente são alijadas do processo de escolha para apresentações e o simples fato de não serem recebidos pelos presidentes da FUMC, é o chamado chá-de-cadeira, além da falta de incentivo e fomento das demais áreas e seguimentos culturais que foram esquecidas pelas administrações anteriores.

Além do Parlamento Cultural, a secretaria contará com uma coordenação especializada em projetos especiais. Segundo Bastos, é inadmissível que o Maranhão pouco aprove projetos culturais pelo Brasil. Isso se dá pelo simples fato de não termos um acompanhamento mais eficaz por parte do poder público, que pode ajudar os artistas e brincadeiras a conseguirem ou pelo menos competirem de igual por igual com a Bahia e o Ceará, por exemplo.

Aqui no Maranhão o que acontece é que edital após edital, os nomes se repetem, ou seja, apenas os mesmos grupos que já detém algum know how aprovam projetos, enquanto a grande maioria fica a ver navios. Queremos fazer uma verdadeira revolução na cultura de São Luís, garante Bastos.

Até o momento o manifesto de apoio a Augusto Bastos já conta com mais de mil assinaturas entre eles:

Zé Américo Bastos
Gdam e entidades do movimento negro
Tadeu de Obatalá
Professor Novaes (Poeta)
Nauro Machado
Chagas – Cantador do Boi da Maioba
Ronald Pinheiro
Walkir Marinho (Jornalista)
Mano Borges
Celso Reis
Ana Cláudia
Cláudio Lima
Osvaldo Mandou Legal
Beto Pereira

Fux admite que pediu ajuda até a Dirceu para virar ministro do STF

Site 247

Corre em Brasília que, antes de ser indicado para o Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Fux cunhou uma frase emblemática. “Mensalão? Eu mato no peito”, com jeitão típico de carioca. Se é verdade ou não, pouca gente sabe. Mas o fato é que Fux pediu ao próprio José Dirceu, apontado como “chefe de quadrilha” pelo procurador-geral Roberto Gurgel, para ser indicado ao STF.

Sobre matar no peito… bom, aí é outra história. Fux admite que pode ter dito a frase, mas com outra conotação. E sempre votou pela condenação dos réus – em quase todos os casos, alinhado com o relator Joaquim Barbosa.

Se Fux mentiu na sua caminhada rumo ao STF, é uma questão para administrar junto ao seu travesseiro. Mas ele concedeu uma entrevista à jornalista Mônica Bergamo, que circula neste domingo na Folha, no mínimo desastrosa. Fux revela como fez lobby e se humilhou para chegar à suprema corte.

Pediu favores a todos que poderiam lhe ajudar – inclusive ao próprio Dirceu, a quem teria a missão de julgar. Sobre isso, ele conta uma história pouco crível. “Eu confesso a você que naquele momento não me lembrei [que Dirceu era réu]“, disse Fux a Bergamo. “Porque a pessoa, até ser julgada, é inocente”.

Fux revela que sonhava com o STF desde 1983, quando foi aprovado num concurso para juiz em Niterói (RJ). E afirma que estava lutando para chegar à suprema corte desde 2004. “Bati na trave três vezes”, disse.

Sentindo-se preterido, ele partiu para o “tudo ou nada”. E se aproximou de todos que pudessem ajudá-lo. O primeiro foi Delfim Netto. “Fizemos amizade em um debate. E aí comecei a estreitar. Alguém me disse: ‘Olha, o Delfim é uma pessoa ouvida pelo governo’. Eu colei no pé dele”, revela Fux, no seu ato de “sincerídio”.

O ministro também pediu ajuda a João Pedro Stédile, líder dos sem-terra, e a Antonio Palocci, o queridinho dos mercados financeiros. “Houve confronto e eu fiz uma conciliação no STJ entre fazendeiro e sem-terra. Depois pedi ao Stédile para mandar fax me recomendando. Ele mandou”, conta.

Em relação a Palocci, Fux revela que deu um voto que ajudou o governo a poupar US$ 20 bilhões. “Você poupar 20 bilhões de dólares, o governo vai achar o máximo. Aí toda vez que eu concorria, ligava para o Palocci.”

O mais surpreendente, no entanto, é ele ter procurado o próprio Dirceu, que era o principal réu na Ação Penal 470. Fux diz que não se lembrava dessa situação e que imaginava não haver provas. Mas afirma que, quando leu o processo, encontrou evidências assustadoras.

“Eu tinha a sensação ‘bom, não tem provas’. Eu pensei que realmente não tivesse. Quando li o processo, fiquei estarrecido”. O ministro procurou também João Paulo Cunha, outro réu condenado na Ação Penal 470, na campanha que fez rumo ao STF. “Só na meritocracia não vai”.

Serviços de ferry boat podem parar

Capitania dos Portos de São Luís, realiza reunião nesse instante para discutir melhorias de acesso aos terminais de ferry boat. A reunião é entre as administradoras responsáveis pelo serviço do ferry, a Empresa Maranhense de Adminstração Portuária, Serv Porto e a Internacional Marítima.

A medida de urgência foi tomada após o Tribunal Marítimo, do Rio de Janeiro, notificar as empresas responsáveis por conta do serviço oferecido. A ação notifica a Emap para que sejam melhorados os serviços de acessibilidade. O prazo dado pelo Tribunal foi de 45 dias para que a empresa normalize os serviços que dão acesso de São Luís até a Baixada Maranhense.

Já se passaram um mês e o serviço ainda não foi feito. Por conta dessa desobediência os serviços podem ser paralisados por ordem judicial.

As rampas de acessos continuam em situação crítica. Com a chegada do fim no ano, os números de passageiros que utilizam o serviço do ferry Boat aumentam em até 40%.

fonte: http://www.netoferreira.com.br/