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Dilma propõe constituinte específica para reforma política

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff, em reunião com governadores e prefeitos de capitais, no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (24), propôs pactos em torno dos seguintes pontos: convocação de um plebiscito para formação de uma constituinte específica para reforma política; intensificar o combate à corrupção, com uma nova legislação que torne a corrupção dolosa crime hediondo.

Dilma ainda anunciou a criação do Conselho Nacional do Transporte Público, com a participação da sociedade civil, e um novo aporte de R$ 50 bilhões para obras de mobilidade urbana que privilegiam o transporte coletivo. A presidenta também pediu um pacto com os governantes pela saúde, com a importação de médicos estrangeiros, além da criação de novas vagas de graduação e residência médica.

“Quero, nesse momento, propor um debate sobre a convocação de um plebiscito popular que autorize o funcionamento de um processo constituinte específico para fazer a reforma política que o país tanto necessita. O Brasil está maduro para avançar. (…) Devemos também dar prioridade ao combate à corrupção de forma ainda mais contundente do que já vem sendo feito em todas as esferas. Nesse sentido, uma iniciativa fundamental é uma nova legislação que classifique a corrupção dolosa como equivalente a crime hediondo, com penas muito mais severas”, afirmou.

A presidenta também voltou a pedir um pacto para que os recursos provenientes dos royalties do petróleo sejam dedicados integralmente para investimentos em educação. O Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Senado, destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área. E ainda destina 100% dos royalties do petróleo mais 50% do Fundo Social extraído da camada pré-sal para o financiamento da educação. Ela lembrou que nenhum país desenvolvido conseguiu evoluir sem aportes vultuosos na área.

Fonte: Blog do Planalto

“Meu governo está ouvindo essas vozes pela mudança”, afirma Dilma sobre manifestações

BRASÍLIA – A presidenta Dilma Rousseff elogiou, nesta terça-feira (18), o civismo da população brasileira, que foi às ruas em manifestações nas principais cidades do país. Segundo Dilma, foi bom ver tantos jovens e adultos defendendo um país melhor. Em discurso, a presidenta disse ainda que está ouvindo as vozes pela mudança.

“O Brasil hoje acordou mais forte. A grandeza das manifestações de ontem comprovam a energia da nossa democracia. A força da voz da rua e o civismo da nossa população. É bom ver tantos jovens e adultos, (…) juntos com a bandeira do Brasil, cantando o hino nacional e dizendo com orgulho ‘sou brasileiro’ e defendendo um país melhor”, disse.

A presidenta afirmou que seu governo está empenhado e comprometido com a transformação social. Ela citou como exemplo a elevação de 40 milhões de pessoas à classe média. Segundo Dilma, as pessoas mudam porque o Brasil mudou, com mais inclusão, elevação de renda, acesso ao emprego e à educação.

“Surgiram cidadãos que querem mais e que tem direito a mais. Sim, todos nós estamos diante de novos desafios. Quem foi ontem às ruas querem mais. As vozes das ruas querem mais cidadania, mais saúde, mais educação, mais transporte, mais oportunidades. Eu quero aqui garantir a vocês que o meu governo também quer mais, e que nós vamos conseguir mais para o nosso país e para o nosso povo”, afirmou.

Lula sobre manifestações: “ninguém em sã consciência pode ser contra”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) emitiu hoje, em sua página no Facebook, opinião sobre a série de manifestações que ocorrem em São Paulo desde a semana passada contra o reajuste das tarifas do transporte público.

Segundo ele, “ninguém em sã consciência pode ser contra manifestações da sociedade civil porque a democracia não é um pacto de silêncio, mas sim a sociedade em movimentação em busca de novas conquistas”.

Confira abaixo a íntegra da nota

“Ninguém em sã consciência pode ser contra manifestações da sociedade civil porque a democracia não é um pacto de silêncio, mas sim a sociedade em movimentação em busca de novas conquistas.

Não existe problema que não tenha solução. A única certeza é que o movimento social e as reivindicações não são coisa de polícia, mas sim de mesa de negociação.

Estou seguro, se bem conheço o prefeito Fernando Haddad, que ele é um homem de negociação. Tenho certeza que dentre os manifestantes, a maioria tem disposição de ajudar a construir uma solução para o transporte urbano.

Fonte: Gilberto Leda

Restrição a partidos traz à tona debate sobre interferêcia do STF no Legislativo

O julgamento do mandado de segurança contra a tramitação do projeto de lei que restringe a criação de novos partidos nesta quarta-feira (12) deve colocar o Supremo Tribunal Federal (STF) em uma nova encruzilhada: ou a Corte mantém o entendimento de que é inconstitucional impor regras que dificultem o surgimento de novas legendas e contraria o Congresso; ou mantém a tramitação do projeto e deixa de lado decisões passadas sobre esse tema, evitando assim uma nova crise institucional entre os Poderes da República.

O julgamento ocorre um dia após a subprocuradora Deborah Duprat ter sido retirada do cargo de vice-procuradora-geral da República , por ordem do procurador-geral, Roberto Gurgel. O afastamento ocorreu em meio a divergências entre os dois no que se refere justamente à polêmica levantada pelo projeto sobre as novas legendas, de autoria do deputado Edinho Araújo (PMDB-RJ). O texto, que restringe o acesso a fundo partidário e tempo de TV para siglas que não tenham representação na Câmara, teve sua tramitação barrada por uma liminar concedida pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes. Deborah Duprat manifestou-se publicamente contra a interferência no Legislativo, apontando o caso como um “importante e perigoso precedente”.

Oficialmente, os ministros do Supremo se dizem contra a usurpação de Poderes e afirmam que várias decisões polêmicas não resultam em atos legislativos disfarçados de decisões judiciais. Mas eles também não negam que existem, em várias normas, “vácuos legislativos”, que criam a necessidade de normatização por parte do Supremo. Também existe um entendimento cristalizado na Corte de que qualquer alteração na interpretação de uma lei somente ocorre em casos em que “há flagrante desrespeito ao devido processo legislativo ou aos direitos e garantias fundamentais”.

Há, entretanto, dentro do Supremo, jurisprudência para a interrupção de tramitação de projetos de lei. Nos últimos dez anos, sete projetos de lei foram barrados no STF ainda na fase de elaboração.

“Se é certo que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal reconhece a possibilidade de avançar na análise da constitucionalidade da administração ou organização interna das Casas Legislativas, também é verdade que isso somente tem sido admitido em situações excepcionais em que há flagrante desrespeito ao devido processo legislativo ou aos direitos e garantias fundamentais”, afirmou o ministro Gilmar Mendes, no mandado de segurança que interrompeu a tramitação do projeto de Edinho Araújo.

Entre os próprios ministros, não existe clareza em quais casos são adotadas posturas mais “garantistas” (quando há uma interpretação inequívoca da Constituição e de respeito às instituições) ou mais progressistas. Os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello, Teori Zavascki e Dias Toffoli são mais garantistas. Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Marco Aurélio de Mello são mais progressistas. O ministro Luís Barroso, que assumirá no dia 26, também tem uma postura mais garantista, de íntegro respeito aos trâmites legislativos.

O ministro Lewandowski, por exemplo, durante o julgamento do mensalão, foi contra a cassação automática de mandato de parlamentares condenados pela Corte. Mas, no ano passado, durante o julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) relacionada à criação do PSD, partido criado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, ele teve uma postura progressista. A ação pretendia impedir que novos partidos tivessem maior acesso ao tempo de TV, com base nas bancadas atuais e não nas bancadas eleitas. Lewandowski determinou que novos partidos deveriam ter direito ao tempo maior, com base em suas bancadas.

DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PT-BEQUIMÃO SUBSTITUI MEMBROS DA EXECUTIVA

Em reunião realizada no sábado, 25 de maio, na sede do partido, o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Bequimão, substituiu dois membros da Executiva Municipal. Robson Charles assume no lugar de Sidney Boueres a vice-presidência do partido e Edilson Nogueira assume a Secretaria de Formação no lugar de Gilson Boaes.

Sidney Boueres pediu afastamento por assumir secretaria municipal na atual administração do PMDB sem aprovação do partido e Gilson Boaes foi substituido por ter se afastado das atividades do partido desde as eleições municipais de 2012, onde o PT saiu com candidatura própria e se desligou da base do governo anterior do PDT.

Comissão Executiva Municipal do PT de Bequimão