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Governo anuncia linha de crédito para móveis e eletrodomésticos

Brasília – O Diário Oficial da União publica hoje (13) a Medida Provisória 260 que dispõe sobre o financiamento de móveis e eletrodomésticos a beneficiários do Programa Minha Casa Minha Vida. A iniciativa foi anunciada ontem (12) pela presidente Dilma Rousseff em solenidade no Palácio do Planalto.

A Caixa Econômica Federal será a única operadora da linha de crédito para compra de móveis e eletrodomésticos por mutuários do Minha Casa Minha Vida, segundo informações do Ministério das Cidades. Na primeira divulgação sobre o programa Minha Casa Melhor, o ministério havia informado incorretamente que o Banco do Brasil (BB) também iria operar a linha. Nota divulgada posteriormente pelo ministério também esclarece que os cartões para utilização do benefício serão emitidos apenas pela Caixa, e não pelo BB.

Para ter acesso à linha, o mutuário que contratou o financiamento, em qualquer um dos dois bancos estatais, deve ligar para uma central de atendimento ou procurar uma agência da Caixa. O cartão que será enviado pelo correio não trará a marca de nenhum dos bancos.

O programa Minha Casa Melhor será uma linha de até R$ 18,75 bilhões para compra de cinco tipos de móveis, quatro eletrodomésticos e também computador. O limite é de R$ 5 mil por família, com juros de 5% ao ano e prazo de pagamento de 48 meses. A compra deve ser feita em um dos 13 mil varejistas credenciados, que oferecem ainda desconto de 5% sobre o valor à vista do produto. É possível usar o crédito em até 12 meses após a emissão do cartão, que pode ser solicitado a partir da data de entrega das chaves.

Os dez itens que podem ser comprados têm um preço limite fixado pelo governo. A compra de todos os produtos pelo valor máximo representaria um gasto de R$ 6.834 acima do limite de crédito.

Dos seis governadores do PSB, três trabalham contra candidatura do governador de Pernambuco Eduardo Campos ao Palácio do Planalto em 2014

A resistência manifestada por governadores do PSB à candidatura do governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), à presidência da República, no próximo ano, vem preocupando os defensores do projeto nacional. Essa parte dos socialistas tem visto no “fogo amigo” um risco maior para a candidatura e para o partido. O movimento contrário a Campos preocupa mais que os efeitos do recente recuo do governador pernambucano que, nas últimas semanas, se movimentou nos bastidores da política, mas de forma mais discreta, evitando embates com o governo federal.

No início de maio, Campos evitou o embate com o governo e não compareceu às comemorações do Dia do Trabalhador, em São Paulo, a convite da Força Sindical. Desde então, as viagens e eventos públicos em outros Estados, que haviam se tornado uma constante na agenda do pernambucano, passaram a dar lugar a eventos em Pernambuco. As conversas com possíveis aliados não deixaram de ser feitas, mas em reuniões não divulgadas.

Esse recuo de Campos, para os socialistas, é até considerado estratégico, faltando mais de um ano e meio para as eleições e com o partido ainda compondo a base do governo de Dilma Rousseff . O que preocupa mesmo é a falta de apoio interno para sua candidatura.

Há a avaliação no partido que a movimentação dos governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande; do Amapá, Camilo Capiberibe, e do Ceará, Cid Gomes, podem causar estragos no partido e inviabilizar o projeto nacional.

“É triste ver que há colegas mandatários, lideranças políticas que estão pensando em seus projetos locais, em detrimento do projeto nacional, em detrimento do que poder ser uma saída para o nosso partido crescer”, argumentou o deputado Júlio Delgado (MG), um dos principais entusiastas da candidatura de Campos.

Com acordo fechado para contar com o PT em seu projeto de reeleição, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, tem desencorajado Campos. Casagrande alega que 2014 não é o tempo para o socialista, que poderia ser o candidato do partido, quem sabe, em 2018.

Capiberibe quer apoiar a reeleição de Dilma Rousseff e se alinha ao pensamento do governador do Ceará, Cid Gomes. Seguem no apoio ao pernambucano somente os governadores da Paraíba, Ricardo Coutinho, e do Piauí, Wilson Martins.

Para socialistas ligados a Casagrande, Campos ainda tem um “caminho de volta”, apesar de todas as movimentações já realizadas pelo governador neste ano e que abalaram sua relação com o Planalto. “Também tive a impressão de que ele recuou. Ainda há esse caminho de volta”, avaliou o deputado Paulo Foleto (PSB-ES).

Além do pouco tempo de televisão do PSB, cerca de 1 minuto e 20 segundos, e diante do cenário de que, com Campos, o partido não construirá alianças com partidos grandes, o ceticismo em relação à candidatura tem aumentado.

Outra avaliação dos socialistas é de que o discurso adotado no programa do partido, há um mês, não causou o impacto desejado. Campos foi a estrela do programa e evitou, no discurso, o rompimento com Dilma. O pernambucano defendeu que o PSB pode ser uma alternativa para “fazer mais” do que foi feito pelos governos petistas dos quais o PSB participou desde o início, em 2003.

O sentimento dos socialistas, defensores ou críticos da candidatura nacional, é de que o discurso não funcionou porque não há como criticar um governo do qual o partido ainda é parceiro.

Os defensores da candidatura de Campos argumentam que não há porque permanecer na base, já que o próprio PT, aliado histórico do PSB, entrou em um “caminho sem volta” com o PMDB. As negociações da Medida Provisória dos Portos, batalha enfrentada pelo governo no Congresso na semana passada, demonstrou, na avaliação dos socialistas, que Dilma se viu “refém” dos peemedebistas.

Para o deputado Roberto Freire, que preside o novo partido MD, esse caminho de volta para Campos não seria viável. Apoiador da candidatura nacional do socialista, Freire considera que a mudança de comportamento do governo nas últimas semanas se deu em função das pressões que vem sofrendo. Mas garantiu que o MD se decidiu pelo apoio a Campos. “Talvez ele tenha dado uma parada pela pressão, que é muito grande. Mas ele é candidato em 2014”, disse Freire.

Dilma confirma criação de agência de assistência técnica e extensão rural

A presidenta Dilma Rousseff confirmou hoje (3), durante a cerimônia de abertura da 79ª edição da ExpoZebu, em Uberaba (MG), a criação de uma agência de assistência técnica e extensão rural. “Temos de fazer assistência técnica e extensão rural de forma obsessiva”, disse Dilma em discurso, enquanto falava das diretrizes que guiarão o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, que será lançado no fim de maio.

“A Embrapa é um centro de pesquisas, não é um centro de extensão rural. Ela divulga, mas não tem uma estrutura para assistência técnica e extensão rural. Por isso, nós vamos criar a agência de assistência técnica e extensão rural porque nós sabemos que iremos mudar a produtividade da pecuária e da agricultura brasileira se fizermos assistência técnica e extensão rural, de forma obsessiva”, disse.

Segundo a presidenta, o objetivo da agência é levar avanços tecnológicos a produtores que não têm acesso, principalmente os pequenos e médios. Para ela, forma “obsessiva” significa trabalhar no limite da capacidade, fazendo com que a maioria dos produtores atinja um alto nível de produtividade.

Em relação ao Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, a presidenta disse que terá a preocupação de ampliar recursos, reduzir custos, simplificar procedimentos e abertura de linhas de financiamento mais adequadas. Dilma também ressaltou o seguro rural como estratégico para a produção nacional. “O Brasil terá cada vez mais um empenho nessa questão do seguro rural porque sabemos que, tanto na agricultura como na pecuária, há uma grande incidência das questões ligadas ao clima. Daí porque essa questão do seguro é estratégica”.

Entre outros pontos no plano, a presidenta disse que haverá um componente ligado à melhoria genética de rebanhos e manutenção da linha de financiamento para aquisição de matrizes de bovinos e bubalinos. O Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que entre outras práticas estimula a recuperação de pastagens degradadas, além da integração lavoura-pecuária-floresta, também será mantido e incrementado.

“Iremos ampliar todas as práticas de conservação e de adequação do solo ligadas ao aumento de produtividade. Não é um fim em si nenhuma dessas práticas. Elas têm como objetivo garantir que o país possa produzir a maior quantidade possível com a melhor tecnologia possível, com menor custo e impacto ambiental possíveis. Essa é uma diferença do Brasil. Nós podemos e estamos fazendo”, disse Dilma.

Dilma lidera intenções de voto para 2014, aponta pesquisa Ibope

Preferência por ela varia de 53% a 60%, dependendo dos concorrentes.
Pesquisa foi divulgada neste sábado (23) pelo ‘O Estado de S. Paulo’.

A presidente Dilma Rousseff lidera as intenções de voto para a eleição de 2014, segundo pesquisa Ibope divulgada neste sábado (23) pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Em três cenários diferentes, com combinações distintas de candidatos concorrentes, a preferência dos eleitores pela presidente varia de 53% a 60%.

No primeiro cenário de intenção de voto estimulada (aquela em que o entrevistado escolhe um candidato entre os que lhe são apresentados em uma lista), a pesquisa simulou uma situação “todos contra todos” e incluiu até candidatos do mesmo partido. Nesse quadro, Dilma aparece com 53% das intenções de voto se fosse hoje a eleição para presidente. José Serra (PSDB-SP) tem 12% das intenções, e Marina Silva (Rede), 8%. Em seguida aparecem o senador Aécio Neves (PSDB-MG), com 7%; o presidente do STF, Joaquim Barbosa, com 3%; o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), com 2%; e Fernado Gabeira (PV), com 1% das intenções.

No quadro com esses nomes, 6% dos entrevistados disseram que votariam nulo ou em branco e 8% afirmaram que não sabem em quem votar.

Já no segundo cenário criado pela pesquisa, em que Aécio Neves é o candidato do PSDB, a presidente tem 58% das intenções de voto. Marina Silva aparece com 12%, e Aécio Neves com 9%. Eduardo Campos foi o preferido de 3% dos entrevistados. Afirmaram que votariam em branco ou nulo 9% dos entrevistados e outros 9% não sabem em quem votariam.

A terceira simulação, sem o governador Eduardo Campos na disputa, é a que Dilma aparece com mais intenções de voto. 60% disseram que votariam na presidente. Marina Silva tem 13% e Aécio Neves, 9%. Votariam em branco ou nulo 9% dos entrevistados, e 8% não sabem em quem votariam.

De acordo com “O Estado de S. Paulo”, o Ibope ouviu 2.002 eleitores em 142 municípios de todas as regiões do país entre os dias 14 e 18 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Ainda segundo a pesquisa, Dilma Rousseff tem 35% das intenções de voto espontâneas, que é quando o entrevistado diz quem é seu candidato sem que lhe seja apresentada uma lista com nomes. Nesse mesmo critério, José Serra tem 4% das intenções e Aécio Neves tem 3%. Marina Silva aparece com 2%, Eduardo Campos e Joaquim Barbosa têm 1%. Na pesquisa espontânea, 12% dos entrevistados apontaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato de sua preferência.

Potencial de voto
A pesquisa avaliou também o potencial de voto de cada um dos possíveis presidenciáveis. O potencial de voto reúne as intenções de todos os eleitores pesquisados que admitem a hipótese de votar em um determinado candidato.

No caso de Dilma, 52% afirmaram que votariam “com certeza” na presidente para um segundo mandato e 24% disseram que podem votar. Segundo a pesquisa, 20% responderam que não votariam em Dilma de jeito nenhum.

Para os demais nomes pesquisados pelo Ibope, a situação é a seguinte, segundo as informações divulgadas por “O Estado”:

– Marina Silva (Rede): 10% votariam nela com certeza; 30% poderiam votar; 40% afirmam que não votariam de jeito nenhum.

– Aécio Neves (PSDB-MG): 25% votariam ou poderiam votar nele; 36% não votariam de jeito nenhum;

– Eduardo Campos (PSB): 10% admitem votar nele; 35% não votariam de jeito nenhum.

– José Serra (PSDB): 35% admitem votar nele; 50% não votariam de jeito nenhum.

– Joaquim Barbosa: 4% votariam nele com certeza; 13% afirmam que poderiam votar

– Fernando Gabeira (PV-RJ), ex-deputado federal: 1% votariam nele com certeza; 6% poderiam votar).

Fortaleza sedia primeiro seminário sobre 10 anos do governo petista no próximo dia 28

Ex-presidente Lula e lideranças do PT e dos partidos da base aliada discutirão os avanços dos últimos 10 anos e os desafios para os próximos

Fortaleza será a primeira das dez cidades que receberão o seminário “O Decênio que Mudou o Brasil”, que faz parte das comemorações de 10 anos do Governo Democrático e Popular no Brasil.

Na quinta-feira (28), o ex-presidente Lula, as principais lideranças do PT nacional e estadual, e dos partidos da base aliada discutirão, na capital cearense, “Políticas de bem-estar, direitos humanos e desafio da inclusão social”. Além deles, Márcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo, Roberto Amaral (PSB), cientista político e ex-ministro da Ciência e Tecnologia, e Tereza Campello, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome estarão presentes para participar do debate sobre combate à pobreza.

O seminário, que é fruto da parceria entre o Instituto Lula, o Partido dos Trabalhadores e a Fundação Perseu Abramo, está marcado para as 18 horas, no Hotel Oásis Atlântico. A ideia do evento é fazer um balanço dos 10 anos dos governos petistas e discutir os desafios a serem enfrentados nos próximos anos.

Serviço
Seminário “O Decênio que Mudou o Brasil – Políticas de bem-estar, direitos humanos e desafio da inclusão social”
Dia 28 de fevereiro de 2013 às 18 horas
Hotel Oasis Atlântico (Av. Beira Mar, 2500 – Meireles – Fortaleza-CE)

Credenciamento para a imprensa

O credenciamento pode ser feito até o dia 26.02 (terça-feira), através do email comunicacao@ptceara.org.br. É necessário colocar o nome do veículo e de todos os profissionais que trabalharão na cobertura.